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A VÉSPERA DO DIA DE TODOS OS SANTOS

A noite em que fantasmas, bruxas e demônios andam à solta

      À semelhança do que acontece no Natal e na Páscoa, também os festejos da véspera do Dia de Todos os Santos têm origem numa celebração pagã, apesar de o seu nome derivar de uma liturgia cristã.

      Esta festa, introduzida no século VII para comemorar todos os santos e mártires que não eram celebrados em nenhum dia particular, realizava-se no dia 13 de Maio. No século VIII, porém, o Dia de Todos os Santos passou a ser celebrado em 1º de Novembro, o que aboliu uma festividade pagã festejada nessa data.

      O dia 31 de Outubro, véspera de 1º de Novembro, a última noite do ano no antigo calendário celta, era celebrada como o final do Verão e da sua fertilidade. Era um festival que os celtas do Norte da Europa celebravam acendendo grandes fogueiras para auxiliarem o Sol durante o Inverno.

      O Inverno, que evocava também a frialdade e a escuridão da sepultura, era a altura em que os fantasmas deambulavam e os espíritos sobrenaturais, bruxos e feiticeiras realizavam suas festas.

      Só a partir do final do século XVIII e começo do XIX a véspera do Dia de Todos os Santos se transformou, em alguns países, num dia de diversão para as crianças, celebrado com trajes de fantasia, lanternas e jogos. Anteriormente era considerada como uma noite de medo, durante a qual os homens sensatos, respeitando os duendes e os demônios errantes, se conservavam em casa.

      Nos séculos XVII e XVIII, no entanto, os mascarados – pessoas com máscaras misteriosas e trajes de fantasia – andavam habitualmente de casa em casa, cantando e dançando, para afastar o mal, ou representando os fantasmas e demônios da noite.

Partida ou Tratamento/Travessura ou Doçura

      Este hábito sobrevive ainda em muitas partes do Mundo. Na América do Norte, crianças andam dd porta em porta, em traje de fantasia num ritual conhecido como trick or treal (partida ou tratamento).

      Levam geralmente um saco ou uma fronha de almofada e ameaçam pregar uma partida aos donos da casa se não receberem um “tratamento” na forma de doces ou biscoitos.

      A lanterna da véspera de Todos os Santos, feita de uma abóbora-menina ou nabo, a que é retirado o miolo, é uma reminiscência dos dias em que eram realizadas ofertas de alimentos aos espíritos dos mortos.

O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico. Readers Digest do Brasil, 1977.

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MESMO EM TEMPO DE GUERRA.
As forças americanas que serviam na Inglaterra durante a II Guerra Mundial celebraram a véspera do Dia de Todos os Santos com as tradicionais abóboras, no interior das quais introduziram velas, que acenderam.

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