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ALFABETOS MÁGICKOS

O uso da palavra escrita é um lugar comum na bruxaria. A utilizamos em magias, velas, encantos e muitas outras coisas. Há uma variedade de alfabetos para escolhermos. Estes alfabetos nos permitem sermos sigilosos em nossos escritos, assim como dão uma sensação de magia a nossos trabalhos que por sua vez pode ajudar em nosso foco.

Alfabeto tebano

O alfabeto mais comumente utilizado é o de Tebas. O Alfabeto Tebano também é conhecido como alfabeto das bruxas. As origens do alfabeto de Tebas se perdem nas brumas do tempo. É muitas vezes chamado “As Runas de Honório”, devido ao reputado inventor, Honório de Tebas. Muitos bruxos escrevem todo o seu Livro das Sombras usando este alfabeto. Eu, pessoalmente, não o aconselho por ser difícil o ler à luz de velas durante seus rituais.

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Alfabeto(s) Rúnico(s)

Pouco se sabe sobre as origens do alfabeto rúnico, que é tradicionalmente conhecido como futhark após as seis primeiras letras. Em nórdico antigo a palavra runa significa ‘carta’, ‘texto’ ou ‘inscrição’. Essa palavra também significa “mistério” ou “segredo” em antigas línguas germânicas e as runas têm um importante papel nos rituais e na magia.

Aqui estão algumas teorias sobre a origem das runas:

⇨ O alfabeto foi provavelmente criado independentemente, em vez de evoluir a partir de outro alfabeto.

⇨ A Escrita Rúnica foi usada, possivelmente, pela primeira vez no sul da Europa e foi levada para o norte por tribos germânicas.

⇨ O alfabeto Rúnico pode ter sido inspirado pelo latim ou alfabeto etrusco.

As primeiras inscrições rúnicas conhecidos datam do século 1 d.C., mas a grande maioria das inscrições datam do século 11. As inscrições rúnicas são encontradas em toda a Europa a partir dos Balcãs à Alemanha, Escandinávia e às Ilhas Britânicas. Há inúmeras versões deste alfabeto.

Aqui estão algumas:

Elder Futhark

Acredita-se que Elder Futhark seja a mais antiga versão do alfabeto rúnico, e foi usado em partes da Europa que eram lar de povos germânicos, incluindo a Escandinávia. As outras versões provavelmente foram desenvolvidas a partir dele. Os nomes das letras são mostradas em germânico comum, o ancestral reconstruído de todas as línguas germânicas.

(A letra k é também chamado de Quenaz (tocha) ou Kano (skiff). O significado do nome da letra Perth é desconhecido.)

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Runas Góticas

Gótica, uma língua germânica oriental extinta, foi originalmente escrita com um alfabeto rúnico sobre o qual pouco se sabe. Uma das teorias da origem destas runas é que elas foram inventadas pelos godos, mas é impossível provar isto, pois muito poucas inscrições da escrita em runas góticas sobrevive. Estas runas foram substituídas por um novo alfabeto no século 4 d.C.

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Fuþorc anglo-saxão

Um número extra de letras foi adicionado ao alfabeto rúnico para o Anglo-Saxão/Inglês Antigo. As runas provavelmente foram levadas para a Grã-Bretanha no século 5 pelos anglo-saxões, jutos e frísios (conhecidos como os anglo-saxões), e foram usadas até o século 11 aproximadamente.

Inscrições rúnicas são encontradas principalmente em jóias, armas, pedras e outros objetos. Pouquíssimos exemplos da escrita rúnica em manuscritos sobrevivem.

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Younger Futhork

As Younger Futhork ou “Runas Comuns” evoluiram gradualmente do Elder Futhark ao longo de um extenso período e se estabilizaram por volta de 800 d.C., início da Era Viking. Elas foram o principal alfabeto na Noruega, Suécia e Dinamarca ao longo da Era Viking, mas foram em grande parte, embora não completamente, substituídas pelo alfabeto latino por volta de 1200, como resultado da conversão da maioria da Escandinávia ao cristianismo. Três versões ligeiramente diferentes do alfabeto foram desenvolvidas na Dinamarca, Suécia e Noruega:

Futhark Dinamarquês

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Sueco-norueguês/Runas Rök

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Futhark Norueguês

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Runas Bohuslän

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Futhark Medieval (latinizado)

Após a chegada do cristianismo na Escandinávia, o alfabeto rúnico foi latinizado e usado ocasionalmente, principalmente para decoração até 1850.

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Ogham Céltico

Acredita-se que o alfabeto Ogham tenha sido nomeado devido ao deus irlandês Ogma. Uma teoria diz que este evoluiu a partir de um sistema numérico utilizado para a contabilidade. Ogham é também conhecido como ogham craobh, beth luis fearn ou beth luis nion.

Cerca de 500 inscrições Ogham foram encontrados na Irlanda, Escócia, País de Gales, Inglaterra e Ilha de Man que datam do período entre os séculos 4 e 7. Existem inscrições em irlandês antigo e Pictish que não foram decifradas. Algumas inscrições bilíngues em Ogham e latim ou Ogham e Norueguês Antigo escritas com o alfabeto rúnico foram encontradas.

Ainda que todos os vestígios sobreviventes do Ogham sejam inscrições em pedra, provavelmente, este era mais comumente inscrito em varas, estacas e árvores. As inscrições geralmente representam o nome de alguém ou o nome de um lugar, tendo possivelmente sido usadas para demarcar limites.

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Hieróglifos egípcios

Origens dos Hieróglifos Egípcios

Os antigos egípcios acreditavam que a escrita foi inventada pelo deus Thoth e chamavam a escrita hieroglífica como “mdwt ntr” (palavras de Deus). A palavra hieróglifo vem do grego hieros (sagrado) mais glypho (inscrições) e foi usada pela primeira vez por Clemente de Alexandria.

Os exemplos mais antigos conhecidos da escrita no Egito são datados de 3400 a.C. Já a última inscrição em hieróglifos foi feita na entrada de um templo de Philae em 396 d.C.

A escrita hieroglífica foi usado principalmente em inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Em algumas inscrições os glifos são muito detalhados e em cores, em outros apresentam contornos simples. No cotidiano foi utilizada a escrita hierática.

Depois que o Imperador Theodsius I ordenou o fechamento de todos os templos pagãos em todo o Império Romano no século 4 d.C., o conhecimento da escrita hieroglífica foi perdido até o início do século 19, quando um homem francês, chamado Jean-Francois Champollion, (1790-1832) conseguiu decifrá-la.

Características notáveis

Possivelmente anterior à escrita suméria cuneiforme — e se isso é verdade, a escrita egípcia é o mais antigo sistema de escrita conhecido. Outra possibilidade é que as duas escritas tenham se desenvolvido, mais ou menos, ao mesmo tempo.

A direção da escrita no caso dos hieroglíficos variou — poderia ser escrito em linhas horizontais, da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda, ou em colunas verticais de cima para baixo. Você pode identificar a direção de qualquer trecho de escrita, observando para onde os animais e as pessoas estão mirando — eles olham para o início da linha.

O arranjo dos glifos foi parcialmente baseado em considerações artísticas.

Um núcleo bastante consistente de 700 glifos foi usada no Egito Clássico ou Médio (2000-1650 a.C.), embora durante as épocas greco-romana (332 a.C.-400 d.C.) mais de 5.000 glifos estivessem em uso.

Os glifos têm tanto valor semântico quanto fonético. Por exemplo, o glifo de crocodilo é a representação de um crocodilo e também representa o som “msh”. Ao escrever a palavra para crocodilo, os antigos egípcios combinavam a imagem de um crocodilo com os glifos que soletram “msh”. Da mesma forma os hieróglifos para gato, miw, combinam os glifos i e w com a imagem de um gato.

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Hieróglifos representam consoantes individuais.

Esses glifos só eram usados na escrita do Antigo Egito e representam o primeiro alfabeto já inventado. Na prática, eles raramente eram utilizados.

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Numerais

Ao combinar os seguintes glifos, qualquer número pode ser construído. Os sinais de maior valor sempre eram escritos na frente dos de menor valor.

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Malachim

O alfabeto Malachim é derivado dos alfabetos hebraico e grego. Foi criado por Heinrich Cornelius Agripa durante o século 16 e ainda é usado por maçons de forma limitada. Esta é a versão de Bartolozzi da Biblioteca Magna Rabbinica, 1675.

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Angélico / Celestial

O alfabeto angélico, que também é conhecido como o alfabeto Celestial, é uma derivação dos alfabetos hebraico e grego. Foi criado por Heinrich Cornelius Agripa durante o século 16 e utilizado para a comunicação com os anjos.

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Passing The River

O alfabeto Passing The River ou Passage du Fleuve é uma derivação do alfabeto hebraico e foi criado por Heinrich Cornelius Agripa durante o século 16.

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Enoquiano

O alfabeto Enoquiano apareceu pela primeira vez durante o século 16. O astrólogo e mago, Dr. John Dee (1527-1608) e seu associado, Sir Edward Kelly (1555-1597) afirmaram que o alfabeto e a linguagem Enoquiana foram transmitidos a eles por anjos.

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Alfabeto dos Magos

O alfabeto dos Magos foi inventado por Theophrastus Bombastus von Hohenheim (também conhecido como Paracelso), no século 16. Ele o usou para gravar os nomes dos anjos em talismãs que, segundo ele, poderiam tratar doenças e fornecer proteção. Ele provavelmente foi influenciado por outros alfabetos mágicos que estavam em vigor no momento e também pela escrita hebraica.

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Alfabeto Daggers

O alfabeto Daggers ou alfabeto dos Daggers, é cifrado com base no alfabeto latino e utilizado para fins mágicos. Ele aparece em A Visão e a Voz de Aleister Crowley.

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GREGO e HEBRAICO

Abaixo está uma tabela com os alfabetos grego e hebraico = valores numéricos. Embora muitos estudiosos discordem sobre os valores numéricos inerentes aos dois alfabetos, o quadro que se segue destina-se a ser usado como ponto de referência e não como uma base para discussão científica.

Eu incluí a informação numérica nesta tabela porque muitos feitiços da “antiga religião” incorporam vários valores numéricos em seus textos.

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Fonte: Magickal Alphabets Correspondence — Book of Shadows

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