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DESTRUIR SEUS SIGILOS. UM GRANDE ERRO?

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Sigilos — pelo menos como são comumente conhecidos no contexto caótico — são baseados em teorias de funções cerebrais e mentais que já estão completando cem anos de idade.

E cem anos é muito tempo.

A teoria básica de funcionamento dos sigilos baseia-se na ideia de que o seu inconsciente é o lugar onde “tudo acontece” e você deve de alguma forma “enganar” ou “driblar” sua mente consciente para enviar a mensagem correta para o subconsciente, onde ela pode ser trabalhada.

Por isso, você transforma uma série de palavras em um “rabisco” que sua mente consciente não reconhecerá.

Então você precisa “fazer alguma coisa” (o que muitas pessoas parecem interpretar como se masturbar) para forçadamente enviar o rabisco para o seu inconsciente, como se você estivesse fazendo algum tipo de foie gras sobrenatural.

A teoria da mente por de trás do sigilo mágicko é simplista, desajeitada e em nada se assemelha com como conceituamos isto atualmente, mas hey, ela funciona, certo?

A questão é que … entre The Alphabet of Desire e agora, com a mídia de massa atuando, a nossa compreensão de como o cérebro é influenciado mudou bastante.

Quando a propaganda televisiva começou, a ideia era de que a mensagem precisava ser percebida conscientemente. Como o Dr. Robert Heath escreveu em AdMap:

“As teorias tradicionais de como funciona a publicidade foram baseados na hipótese de que ela deve ser processada cognitivamente pelos consumidores para ser eficaz — em outras palavras, ela deve captar sua atenção e interesse, e fazê-lo ‘pensar’ sobre e lembrar-se do anúncio e da mensagem. A publicidade que não ‘seguir’ este caminho é considerada inútil.”

Mesmo agora, as agências de publicidade, por vezes, ainda usam métricas de recordação como mensagens-chave para avaliar a eficácia das campanhas de TV. Após esta fase inicial, os publicitários descobriram que poderiam subliminarmente influenciar as pessoas — ou fazer uma lavagem cerebral — a tomar diferentes decisões de compra.

Algumas mudanças de legislação mais tarde e estamos felizmente livres da influência subliminar.

Ou nós não estamos?

Você vê uma coisa engraçada enquanto assiste uma campanha publicitária na TV. As vendas da marca aumentam. Mesmo que ninguém lembre do anúncio. Isto é conhecido como processo de baixa atenção.

No maior estudo já feito sobre o impacto das propagandas televisivas, os indivíduos foram expostos a uma hora de drama com intervalos comerciais. Mesmo os que demonstraram o nível mais baixo de atenção experimentaram uma mudança de marca para os produtos que foram anunciados. Produtos dos quais não conseguiam lembrar conscientemente que estavam sendo anunciados. Não é subliminar, só não é percebido conscientemente.

Uma exposição única é suficiente para mudar a sua percepção sobre um produto. O impacto aumenta com repetidas exposições.

Isto me fez pensar sobre a magia… Particularmente sobre sigilos mágickos.

→ Por que destruir um sigilo quando você pode, potencialmente, melhorar a sua “pegajosidade” vendo-o regularmente e lembrando-se vagamente dele? Fixe-o em seu espelho.

→ Fixe-o ao lado de imagens de outros intuitos mágickos: festividades, riqueza, divindades, etc. O objetivo aqui é tê-lo em algum lugar onde você possa vê-los sem os ver.

→ Deixe que estas imagens fiquem no fundo de sua vida cotidiana.

“Esquecer” parece ser menos importante do que “realmente não perceber”. Além disso, é uma maneira muito mais fácil de remover a ânsia pelo resultado, porque exige menos esforço.

Por fim, considere as implicações do processo de baixa atenção no caso de você cerca-se com imagens e lembranças que não gosta, fotos de si que você não suporta, imagens de relacionamentos anteriores problemáticos, mesmo acreditando que não precisa mais destas.

Nossos cérebros são — ironicamente — estúpidas esponjas. Saber disso é o segredo para tirar proveito dele.

Traduzido por Lizza Bathory a partir de RUNE SOUP (original escrito por Gordon).

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