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ROTTING CHRIST & A BUSCA DO CONHECIMENTO ANTIGO

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Das 11 músicas do mais recente lançamento da banda Rotting Christ — Kata Ton Daimona Eaytoy “Cine iubeşte şi lasă” é a única que abre com um piano vibrante e a voz fascinante de Souzana Vougioukli que segundo o líder da banda, Sakis Tolis, “é a mais obscura”. Vougioukli e sua irmã Eleni seguram as rédeas de “Cine iubeşte şi lasă” por mais de dois tensos minutos antes dos veteranos do black-metal grego juntarem-se para uma nefasta marcha através do folclore romeno. No final da canção — uma releitura de uma música tradicional romena baseada numa maldição da Transilvânia — os colaboradores se reúnem como uma massa de fogo negro.

“Esta é, em minha opinião, a obra mais diferente do álbum”, disse Tolis.

Isso realmente quer dizer muito, considerando-se que Kata Ton Daimona Eaytoy também incorpora gaitas de foles e é inspirado no vasto território lírico de mitos maias, incas, gregos e eslavos. Tolis considera isto tudo “uma jornada através do conhecimento das antigas civilizações e pelo ocultismo que ascende do lado obscuro de cada um deles”.

Gravado em Atenas e mixado por Jens Borgen (Opeth, Katatonia) na Suécia, este é 12º álbum da Rotting Christ lançado desde sua formação em 1988. É tão dramático e teatral como Aeolo, de 2010, que contou com um coro grego tradicional e pesada influência folk. Por outro lado a melodia e ampla experimentação técnica reinou no último álbum. Kata Ton Daimona Eaytoy entretece com o misticismo multicultural e  grooves ritualísticos. As letras, segundo Tolis, foram “baseadas mais em uma profunda busca do self, em vez do processo prático de pensar apenas no riff”.

A primeira oferenda, “In Yumen / Xibalba”, se desdobra com uma cadência pastosa embebida em uma obscura psicodelia – elementos que ressurgem em todo o álbum o banhando na atmosfera ocultista.

Apropriadamente, o título do álbum é uma tradução livre de “faze o que tu queres” — a máxima ocultista de Aleister Crowley no Livro da Lei. Tolis diz que a declaração não é um conceito para Kata Ton Daimona Eaytoy mas é “bastante concordante” com a filosofia da banda. “Um mergulho profundo no conhecimento oculto do passado me levou a criar este álbum”, diz ele. “Eu não tenho mensagem especial. Eu só quero que você faça sua fuga da vida cotidiana e viaje comigo para o passado”.

Adaptado por Lizza Bathory a partir de Interview: Rotting Christ’s quest for ancient knowledge

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