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O reino subterrâneo – O mito da terra oca

“O Mistério dos Mistérios”… Assim é chamado um segredo guardado por muitos povos, muitas tradições, separados entre si pelo espaço e pelo tempo, porém unidos pelo mesmo sentimento de preservação da Sabedoria. De todas as partes, das Américas dos maias, astecas e incas, aos templos encravados nas gélidas cordilheiras asiáticas, uma só frase tem sido escutada durante séculos:

“Não posso, não tenho autorização, é um tema que não pode ser profanado…”

Felizmente, graças à persistência de uns poucos, pequenas peças foram sendo encaixadas, umas às outras, tornando o “Mistério” desvelado: Samael Aun Weor, Nicholas Roerich, Ossendovski, Bullwer Lyton etc., foram alguns dos corajosos que desde a Ásia, América e Europa, trouxeram informações que conseguiram, muitas vezes, mudar o curso da história Universal. Refiro−me às tradições, muitas vezes adulteradas e deterioradas pelos séculos.

Foram citados anteriormente alguns exploradores e obras ocultistas que falam de um reino subterrâneo habitado. Porém, encontramos mais obras que falam, direta ou indiretamente, ou pelo menos usam esse tema como fundamento de seus trabalhos. Paralelamente às pesquisas esotéricas no oriente, notamos na América uma farta quantidade de tradições intraterrenas:

Trezentos e dezoito anos depois das viagens de Dante Alighieri pelas regiões inferiores da Natureza e cento e cinquenta e três anos depois de Atanasious Kircher (autor da obra teológica Mundus Subterraneus) surge nos Estados Unidos certo Capitão-de-Infantaria chamado John Cleves Symmes. Conhecido nacionalmente por ter se tornado herói nas guerras contra os ingleses, assombrou a todos os seus contemporâneos com uma insólita declaração.

Em 10 de abril de 1818, o capitão Symmes, aproveitando-se de sua fama, encaminhou uma carta-circular a diversos Congressistas norte-americanos, a todas as sociedades culturais e científicas e a algumas celebridades de seu país, num total de 500 cópias. Ele afirmava enfaticamente que a Terra é Oca e possivelmente habitável. Pelos termos de sua carta, por sua fama de herói nacional e pelo fato de parte dos Estados Unidos e mesmo do mundo ainda não ter sido totalmente desbravada, podemos avaliar o impacto causado por tal carta. Os termos de seu manifesto, gerando ao mesmo tempo, espanto, desprezo e reflexão, foram os seguintes:

“Para todo o mundo, declaro que a Terra é oca e habitável; encerra um conjunto de esferas sólidas concêntricas, engastadas entre si, e que têm abertura nos pólos, a doze ou dezesseis graus. Dedicarei minha vida para demonstrar essa verdade e estou pronto para iniciar a exploração do vazio. Com o apoio mundial, lançar-me-ei ao empreendimento.”

Enumeramos em seguida somente alguns escritores e seus romances que ficaram fascinados com as aventuras intraterrenas:

+ Edgar Allan Poe (Manuscrito Encontrado numa Garrafa, 1831)

+ Julio Verne (Viagem ao Centro da Terra, 1863)

+ Tyssot de Patot (Vida, Aventura e Viagem do Reverendo Cordelier de Mesage, 1720: descreve a descoberta, no pólo norte, de uma civilização ignorada, abrigada em cidades subterrâneas)

+ Vladimir Obruchev (Plutonia, 1915)

+ Richard Bessiere (Os Sete Anéis de Reia, 1962, no qual a Terra é descrita como sete esferas concêntricas com o inferno em seu centro)

+ Edward Bulwer-Lytton (Vril, O Poder da Raça Futura, 1871)

Texto alterado do livro: “O Mundo Subterrâneo”, de Ali M. Onaissi.

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