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Pascal e mitraica reflexão da Dra. Ana Zarco Câmara

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“E como muitos de nós sabem, o deus que nasceu numa manjedoura dia 25 de dezembro, celebrou santa ceia com 12 discípulos, morreu pelos homens e subiu aos céus, chamava-se Mitra e era cultuado pelo mitraísmo, um dos cultos mais populares de Roma antes de ser proibido, assim como todas as religiões pagãs, pelo imperador romano Teodósio I, em 391. A partir de então, a única religião permitida no império passou a ser o cristianismo. Nada contra o falso, muito pelo contrário, mas a pretensão de ineditismo do cristianismo, a despeito da apropriação mosaical que fez de tantas outras doutrinas, cultos e religões, chega a ser irritante. Só não tanto quanto a sua outra pretensão, de que seu universo simbólico é universal e todo mundo tem que curtir sua cruz, seu sangue, seu terço, sua coroa de espinhos e suas palavras. Não, meus caros: toda essa mortificação, esse menosprezo ao corpo e ao imanente em prol de um etéreo do amanhã, toda essa culpabilização advinda da ideia infalível de um deus que se sacrifica, é exclusividade de vocês! E mais: há tanta gente que não quer viver assim… Há outros possíveis, ainda, neste mundo. Ah, e se não houver, a gente cria!

‘Aquele que não irá comer o meu corpo e beber o meu sangue, assim que ele seja em mim e eu nele, não será salvo.’

(Extrato do Papiro Egípcio, ‘P.Berolinensis 21196’, que reproduz parte da eucaristia/catecismo mitraico realizado no Egito.)

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