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Éris

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Autor: Morbitvs Vividvs

Publicado originalmente na “Sol Negro” em 1999 (todas as palavras, frases e sentenças foram mantidas como publicadas originariamente).

“Salve Lista!

Dignissimo Pataca, não pude deixar de notar que passaste pela letra “E” do “Compêndio de Deidades femininas”, deixando passar batido minha amada e idolatrata Éris, também conhecida como Discórdia, na Roma clássica.

Abaixo um texto sobre minha linda louca amante e nossa sociedade discordiana, retirado e traduzido do Condensed Chaos. Material mais profundo poderá ser encontrado no Principia Discordia o livro que lhe esplicará tudo sobre absolutamente qualquer coisa onde você aprenderá mais e entenderá mesmo sobre o discordianismo.

De fato, o último livro que você terá de ler em sua vida….. ( claro, claro..:))

!!!Salve Toda a Discordia!!!!

A Sociedade de Discordiana, por si mesma é “uma tribo de filósofos, teólogos, mágicos, cientistas, artistas, palhaços, e os maníacos semelhantes que estão intimamente intrigados com A DEUSA ÉRIS DA CONFUSÃO e com seus feitos.” dela foi popularizada a existência da Sociedade de Discordiana, primeiro por Robert Anton Wilson & o Robert Shea em sua trilogia ‘Illuminatus!’, e também por “Malaclypse – O Mais Jovem”, que parte dos princípios básicos da Religião Discordiana para escrever “Principia Discordia – uma religião que rodeia a Deusa grega, Eris”.

Tradicionalmente, Eris era uma deidade coadjuvante dos livros de mitologia; filha de Nox (noite) e esposa de Chronus. Ela era vista como uma Deusa briguenta, Distraida, Faminta, Contagiante, Combativa, Assassina, Mentirosa e de hábitos infantis! Os gregos clássicos atribuíam qualquer tipo de transtorno ou discórdia para ela. Com o fim dos impérios antigos, Eris desapareceu aparentemente da face da Terra, entretanto, suspeita-se que ela deu um empurrãozinho nas primeiras burocracias, repúblicas e companhias de seguro.

Ela não se manifestou novamente na astronave Gaia até os recentes anos 50, quando ela apareceu para dois jovens californianos que depois ficaram conhecidos como Omar Ravenhurst e Malaclypse, O mais Jovem. Eris os designou como “Messias do Caos Sagrado” e lhes deu a mensagem: “Digam a humanidade que não há regras ao menos aquelas que eles escolham inventar.” Depois disso Omar e Mal nomearam um ao outro como Papa de sua própria loucura, e declararam fundada a Sociedade de Discórdia.

Grande Pope: Eris é real?
Malaclypse: Tudo é real.
GP: Até as coisas falsas?
Mal: Até mesmo as coisas falsas.
GP: Como pode ser isso?
Mal: Não faço ideia cara! Não fui eu que inventei isso.

Eris então pulou com sua astúcia e agilidade própria das notas de rodapé dos livros de mitologia diretamente para uma posição de Deusa mítica Super Star, e o Movimento Discordiano, se pode ser dito que tal coisa existe, está crescendo em ambos os lados do Atlântico, ajudado pela tática Discordiana de declarar que todo o mundo é um Papa. Mais e mais pessoas estão começando a entrar na ideia de uma religião baseada na celebração da confusão e da loucura.

O mito grego central que Éris figura apropriadamente na novela eterna do Monte Olimpo – “Casa dos Deuses”; o episódio que inadvertidamente provocou a Guerra de Tróia. Parece que Zeus estava dando uma festa e não quis convidar Éris por causa de sua reputação de encrenqueira. Ironicamente isso a deixou ainda mais furiosa, enfurecida pelo trato frio, Éris criou uma incrível maça dourada onde havia escrito em relevo a palavra Kallisti, (“Para a mais bonita”) e lançou isto no corredor onde todos os convidados viram. Três das Deusas convidadas, Athena, Hera, e Afrodite, reivindicaram a maça para si e começaram a brigar e atirar comida. Para resolver a disputa, Zeus ordenou todas as três se submeterem ao juizo de um mortal que julgaria quem era “A mais bonita”, e disse que o mortal era Paris, filho do rei de Tróia. Zeus enviou todas as três para Paris, por Hermes, mas cada Deusa tentou burlar as outras indo mais cedo e furtivamente oferecendo um suborno para Paris.

Athena ofereceu vitória de Paris em suas batalhas, Hera, grande riqueza, enquanto Afrodite suavemente soltando seu cabelo que estava amarrado ofereceu a mulher mais bela entre as mortais. Assim, Afrodite ganhou a maçã, e Paris e Helena se apaixonaram o que aconteceu foi que infelizmente ela era casada com Menelaus o Rei de Esparta. Graças à intromissão de Athena e Hera, aconteceu então a Guerra de Tróia como contada pela história.

Hoje em dia, em nossa idade mais caos-positiva, Éris tem mudado um pouco, e Discordianos modernos a associam com todas as intrusões e coisas ‘estranhas’ e inusitadas que acontecem em suas vidas quando menos se espera, ou com as estranhas sincronicidades e coincidências que repentinamente se manifestam no cotidiano, flashs criativos de inspiração inusitada e festas e orgias selvagens. Embora Éris esteja mais calma desde a Grécia antiga, às vezes ela ainda fica puta!!! Mas quem não fica?

Abraços Discordianos

Morbitus Vividus”

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