Deixe um comentário

ENTREVISTA COM MIGUEL ALGOL

image

Miguel AlgOl é um estudioso das tradições do Caminho da Mão Esquerda, Magia Negra e Satanismo e dirige a casa editorial Infernalia.

Doutor em Filologia pela Universidade de Sevilla (Espanha), foi professor de linguística e teoria da comunicação em diversas universidades e centros de estudos superiores da Espanha, Alemanha, Noruega o Egito.

Publicou, entre outros livros, Sinister: Iniciación a la Magia Negra, Materia Obscura: Ensayos sobre Magia Negra y Satanismo, Un Pacto con el Demonio, Perdurabo: Antología de textos de Aleister Crowley e Ultranoche: Poemas satánicos.

Nesta entrevista, concedida ao Grande Herege, para o número V da revista Goat Penetrator, Miguel AlgOl nos dá seu ponto de vista sobre diversas questões relacionadas com o Caminho da Mão Esquerda.

Em que momento de sua vida se sentiu atraído pelo Satanismo?

Eu chamo de Satanismo meu próprio processo pessoal de libertação. O processo já é antigo, porque surgiu comigo tomando consciência da realidade em que vivo e das forças que têm tentado ensinar-me a ser humilde e obediente, a não decidir sobre minha própria vida. Minha rebelião contra estas doutrinas toma formalmente o nome de Satanismo a partir da influência das obras de Anton LaVey, sobretudo a partir de quando percebi em minha vida a presença real do próprio Satan. Satan não é uma mera metáfora ou um símbolo filosófico, e sim uma personalidade que se manifesta com toda claridade ao que se atreve a aproximar-se dele. Tenho muitas provas de sua presença em minha existência, não “sensações” ou “interpretações” de circunstâncias mais ou menos ambíguas. Satan me alenta claramente em minha libertação pessoal, porque está sempre mais próximo quanto mais vontade e valor imprimo em minha vida.

O que lhe atraiu para isto?

O Satanismo é somente uma marca cultural de nossa modernidade. Não há formalmente Satanismo, no sentido no qual hoje entendemos esta palavra, antes do século XIX. Tampouco creio que haja Satanismo como tal fora de nossa cultura ocidental. Considerar, por exemplo, que coisas como o Yezidismo curdo podem equiparar-se ao que aqui chamamos Satanismo é, do meu ponto de vista, uma identificação apressada que não leva em conta as verdadeiras chaves culturais de outras partes do mundo. Em muitas sociedades há caminhos iniciáticos que adentram nos âmbitos obscuros e sinistros da existência, como o culto à Santa Muerte ou a Baron Samedi. Porém não podem ser comparados ao Satanismo tal e como os ocidentais o entendem hoje.

Então o que me atraiu no Satanismo foi a possibilidade de expressar com ele uma filosofia de vida libertadora, sinistra, antimoderna, individualista, baseada no poder da vontade, inimiga de todo tipo de religião, incluindo as seculares. É uma forma de representar todas estas coisas que ademais produz tanto pavor entre as pessoas humildes e hipócritas, que as afasta convenientemente de nosso caminho, como um eficaz repelente contra parasitas.

O que é necessário, na pessoa, para tornar-se um satanista?

Creio que seja necessário fundamentalmente duas coisas: um inato espírito de rebeldia, sempre inquieto e sempre questionador, e ser aceito como aliado por parte do próprio Satan. Normalmente uma coisa vem com a outra. A Satan lhe agrada pessoas rebeldes e valentes, pessoas que estão disposta literalmente a apostar sua vida por sua liberdade. Isto é um fato comprovado.

Alguns dizem que se é satanista desde o dia do seu nascimento. Qual sua opinião sobre isso?

Possivelmente esteja correto no sentido em que acabo de dizer que o espírito de rebeldia é inato. Não importa o contexto econômico de partida, a educação recebida, a influência do meio: o rebelde é uma pessoa predestinada à luta, alguém que não pode aceitar curvar-se nunca. Isto não se aprende.

E com respeito a “Deus”? Cumpriu (ou cumpre) algum papel em alguma etapa de sua vida?

Afortunadamente “Deus”, ou o gordo da estratosfera como gosto de chamá-lo, deixou prontamente de ser um fantasma com algum sentido em minha vida. Praticamente desde que tive capacidade de usar a razão não deixei de encontrar argumentos contra sua existência, me parece uma das invenções mais ridículas da mente humana. Sem dúvida é preciso ter espírito de comediante para ser sacerdote, e que me perdoem evidentemente todos os comediantes. Me parece incrível que haja pessoas que sigam crendo no “amigo invisível das pessoas adultas”, como chamavam-no outro dia em certo lugar. Que imaginem que todos seus pensamentos são captados imediatamente por uma grande central cósmica, que julga até seus desejos mais íntimos (principalmente estes). Que haja um superfantasma narcisista que te castiga se não o ama, realmente um engodo impresentável. Por não cochichar-lhe sobre tua vida íntima a um tipo com batina (a “confissão”) para que da sala de controle do centro da galáxia apaguem teus supostos “erros”. Me parece tão lamentável todo este assunto sobre “Deus” que me repugna que exista pessoas que o apliquem às forças sinistras. Não há coisa que me moleste mais que alguém diga que Satan é um “Deus”. Sempre penso que este não conseguiu libertar-se por completo da verborreia dos sacerdotes.

Você considera que o estudo do Satanismo não é apto para todas as pessoas, já que muitas destas terminam envolvidas com as denominadas seitas destrutivas?

Entendo que o Satanismo é algo necessariamente para minorias. Como tema proibido, tratado de forma sensacionalista e mórbida pela maioria dos meios de comunicação, pode atrair todo tipo de pessoas imaturas e desequilibradas que querem em seu delírio ser os mais maldosos, poderosos e depravados do mundo. Sem dúvida o Satanismo não é apto para elas, o que é adequado para elas é consultar um psiquiatra. E quanto às “seitas destrutivas” me parece um conceito nebuloso difundido pelas igrejas para atacar seus oponentes. A Igreja Católica pode ser entendida, por sua história de repressão e crimes, e pelo efeito que causa em seus seguidores, como uma perfeita “seita destrutiva”…

Quando se escuta a palavra “Satanismo”, a maioria das pessoas costuma imaginar uma religião que adora a um deus do Mal, que um satanista autêntico somente adora a si mesmo, ou como uma filosofia ateista. O que de certo têm estas percepções sobre o Satanismo?

Não entendo o Satanismo como uma religião, e sim como uma filosofia de vida incompatível com qualquer forma religiosa de entender o mundo. Uma forma religiosa de entender o mundo é o que Nietzsche chamava como espírito de rebanho, tanto faz que o “pastor” seja um sacerdote, um líder político ou quem quer que seja. Definitivamente é alguém que pensa e decide por ti.

O Satanismo não é um corpo doutrinal. Creio que há tantos “satanismos” quanto satanistas, ou ao menos deveria haver porque seria a prova de que estamos diante de pessoas independentes que sabem pensar e sentir por si mesmas. Então é difícil estabelecer qual é a posição “do” Satanismo sobre um tema qualquer, exceto no caso de considerarmos que nossa forma própria de entender o Satanismo é a melhor ou a verdadeira. Como afortunadamente não tenho presunções de “mestre” ou “sumo-sacerdote”, não pretendo que minha forma de conceber o Satanismo tenha que ser assumida por outras pessoas.

Crê na vida depois da morte? E a propósito disto qual sua opinião sobre essa espécie de campo magnético ou “ego” que, se alguém há realizado-se como homem, pode negar-se a morrer junto com o corpo físico para seguir existindo de maneira independente?

“Vida” na “morte” me parece uma contradição em termos. Absolutamente não creio na sobrevivência psíquica depois da morte biológica. Me parece que a necessidade de esperar uma sobrevivência da consciência depois da morte é uma consequência da péssima vida que as pessoas costumam levar. A vida se faz curta não porque dure muito ou pouco, e sim porque há a sensação de que não se chegou a viver suficiente coisas interessantes. Portanto deseja-se uma prorrogação, como nos jogos. Se a existência fosse vivida com a intensidade para a qual está preparada, não necessitaríamos sonhar com vidas além-túmulo, morreríamos entusiasmados e satisfeitos. Creio que depois da morte nossa consciência regressa exatamente ao mesmo lugar onde estava antes de nosso nascimento, isto é, ao imenso, frio e aconchegante nada.

Você está ciente de que o Satanismo é, geralmente, associado ao sexo, qual sua opinião à respeito?

As religiões necessitam, para alimentar sua “fé”, de uma grande repressão dos desejos, incluindo a repressão sexual. Sabe-se bem que os êxtases místicos de tantos santos e fundadores de religiões são somente sublimações, no sentido psicoanalítico, de suas energias sexuais reprimidas. O Satanismo reivindica o máximo desfrute de todas as possibilidades que o fato de estar vivo oferece, e portanto reivindica o desfrute sexual sem entraves morais de nenhum tipo. As relações sexuais, para serem plenas e livres, devem ocorrer entre pessoas que vivam autêntica e conscientemente o que estão fazendo. Por isso LaVey deixou absolutamente claro que o Satanismo é radicalmente contra as relações sexuais com menores ou com animais. Em ambos os casos se trata de seres que não podem decidir conscientemente sobre isto. Do mesmo modo o Satanismo é contrário a toda imposição ou forçamento, contra toda agressão sexual. Minha opinião pessoal é que os violadores deveriam ser executados.

Na grande maioria das religiões a mulher tem sido, de certo modo, discriminada. E no Satanismo qual é o verdadeiro papel da mulher?

Dentro de minha forma de entender o Satanismo, as mulheres e os homens são seres diferentes que evidentemente devem ter o mesmo nivel de direito a dispor de suas próprias vidas em todos os âmbitos. Os homens deveriam aceitar entusiasmados esta igualdade de direitos sem manipular mais as comparações e as diferenças, porque é evidente que, quanto às suas capacidades, as mulheres estão, em geral, muito acima dos homens.

Quais músicos ou bandas com clara inclinação ao Satanismo conhece, Sr. AlgOl?

Conheço muitas que em seus nomes ou em suas letras dizem identificarem-se como satânicas, porém não costumam interessarem-me de maneira especial, porque não vinculo o Satanismo a uma estética particular, ao escutar um tipo de música ou um determinado estilo. Pessoalmente me parece satânico tudo o que seja criativo e genial, independentemente de suas alusões formais.

Ultimamente, do meu ponto de vista e pelo movimento musical no qual desenvolvo, creio que há aparecido muitos novos escritores de livros e artigos sobre Satanismo, Luciferianismo e temáticas ocultistas. Por que está ocorrendo este fenômeno de buscar respostas no Oculto?

Creio que o interesse pelo oculto é muito amplo e há todo tipo de abordagem, muitas delas contraditórias entre si. Em geral, penso que a possível atratividade do ocultismo hoje provém da crise dos valores positivistas e consumistas de nossa modernidade. Porém também da insegurança na qual as pessoas vivem e sua necessidade de encontrar um substituto de seu velho “deus”, algo que dê sentido às suas vidas e que lhes ajude a sair da miséria cotidiana. Neste sentido não me entusiasma que haja um maior interesse pelo ocultismo. Sobretudo porque se algo se torna dominante ou da moda é porque está perdendo seu valor, se é que o teve algum dia.

Na Suécia no ano de 1995 foi criada uma corrente de luciferianismo chamada MLO (Misanthropic Luciferian Order) a qual se espalhou pela Europa principalmente através das letras de bandas de black metal. Você já conhecia esta corrente?

É difícil não conhecer a história da MLO e do Temple of the Black Light se você tenta estar ciente a respeito do que se sucede sob o rótulo de Satanismo em nossos tempos. Outra coisa é que tem me interessado especialmente. Pessoalmente creio que o mais promissor do Satanismo na Escandinávia se concentra hoje em torno da editora filandesa Ixaxaar, e da herença mais “setiana” que satanista de Tapio Kotkavuori.

ouviu falar de Satanismo anti-cósmico? O que acha de seus postulados?

O conceito de “anticósmico” expressa o confronto com a ordem dos deuses. Os deuses fundaram o Cosmos, sua ordem, após lutar contra os titãs, guerreiros do Caos. Esta metáfora da Grécia antiga representa muito bem, do meu ponto de vista, a rebelião demoníaca contra todo poder imposto, contra toda visão da realidade como predeterminada, sujeita a leis imutáveis. O Caos, o anticosmos, é a opção do Demônio, porque pressupõe um presente totalmente aberto, que depende somente da vontade, do valor e da força.

Dentro de muitas “tradições satânicas” se afirma que Lúcifer (associado ao Leste, o elemento de ar) e Satan (o sul, o elemento de fogo), são dois poderes completamente diferentes em princípios. Qual é sua visão sobre isto, Sr. AlgOl?

Eu considero os demônios dos quatro horizontes (Satan, Lúcifer, Belial e Leviatan) como manifestações de um mesmo e único principio diabólico, ao qual gosto de chamar como o Demônio. A figura de Lúcifer tem sido utilizada por um bom número de correntes ocultistas como uma espécie de símbolo angelical de “luz” (Lúcifer, etimologicamente, como “portador da luz”) oposto à “obscuridade” e “maldade” de Satan. Existem luciferianos que vêem a si mesmos como “bons” e se irritam muito quando os confundem com os “maldosos” satanistas. Por outro lado há correntes que dizem pretender alcançar um “equilíbrio” homeostático entre a “luz” e a “obscuridade”, o Bem e o Mal, etc. e usam a dicotomia Lúcifer / Satan, tentando integrá-la. Eu não pretendo alcançar um equilíbrio, um ponto eclético ou uma síntese entre o Bem e o Mal, e sim busco situar-me mais além do Bem e do Mal (isto é, criar minhas próprias escalas de valores), por isto não necessito contrapor a “luz” e a “obscuridade”, o “angélico” e o “demoníaco”, o “ar” e o “fogo”, etc. Para mim o Demônio é uma unidade, porque eu sou uma unidade, não um ponto intermediário hipócrita nas dicotomias morais de minha sociedade.

Você se sente diferente dos demais por ser satanista?

Estritamente falando, todos somos diferentes. Não há duas pessoas iguais, como não há duas pedras ou duas flores iguais. Somente os produtos industriais são “iguais”, incluindo os produtos informáticos. Deste ponto de vista sou indubitavelmente diferente dos demais, e irrepetível.

Agora, se a pergunta quer dizer se me considero melhor que os demais por ser satanista, a resposta é mais complexa. Creio que a humanidade, especialmente a humanidade moderna, se divide fundamentalmente entre aqueles seguem docilmente as leis do rebanho, sem questioná-las e aqueles que, ao menos, tentam lutar para ser eles mesmos e tomar suas próprias decisões, para serem verdadeiramente responsáveis pelo maior número de coisas que ocorrem em suas vidas. Penso que aqueles que lutam contra a humildade imposta são melhores que quem não o faz. Eu, honestamente, pertenço ao grupo que se rebela, não ao que acata. É dado o nome de Satanismo a esta rebelião pessoal. Então digamos que me considero melhor que muita gente por haver decidido rebelar-me, não por usar o título de satanista ou qualquer outro.

Infernalia é sua casa editorial dedicada à publicação de livros sobre ocultismo, magia, bruxaria, parapsicologia e tradições obscuras. O que deu início ao nascimento desta casa editorial? Por ser independente você controla tudo o que se refere ao conteúdo das obras que publica?

Infernalia surge como um co-projeto com Malina Murnau para publicar textos que difícilmente teriam oportunidade na atual industria editorial castelhana. Publicamos somente aquilo que nos interessa por sua temática e que nos parece reunir qualidade suficiente. É um projeto absolutamente pessoal de ambos, e portanto não pretende apropriar-se de maneira alguma do campo editorial sinistro espanhol. Oxalá apareçam prontamente outros projetos na mesma linha, que contribuam a difundir estes temas ainda mais.

Qual é sua percepção sobre os seguintes escritores: Alejandro Jodorowsky, Fernando Vallejo Rendón e Miguel Serrano Fernández?

Os três me parecem pessoas inteligentes e, portanto, têm de início toda minha atenção e respeito. Todavia não li muito de Fernando Vallejo, espero poder sanar esta carência logo. De Alejandro Jodorowsky me interessam mais seus livros e seus quadrinhos do que suas películas. Seu modelo de “psicomagia” me parece muito original e cheios de sugestões úteis, ainda que, por minha propria experiência no mundo da bruxaria, não compartilhe de seu “paradigma”, isto é, de sua explicação dos processos mágicos. Li muito de Miguel Serrano e me parece um autor fascinante, realmente uma mente livre, com uma sensibilidade excepcional.

Como imagina um mundo sem Cristianismo? Se apoiaria o Adversário?

O cristianismo formalmente alcança até onde a cultura ocidental chega. Quando nos finais de ano nossos televisões nos mostram como se celebram os natais “em todo o mundo”, estão fazendo um tosco ato de euforia neocolonial. A maior parte do planeta não é cristã, não celebra o natal nem nada. Então para mim o interessante em todo caso é como seria uma cultura de raiz europeia não cristã. Isto já ocorreu e, em partes de Europa, não faz muito tempo: é o que hoje chamamos genericamente como “paganismo”. Creio que lamentavelmente a brutal repressão das igrejas cristãs, seus assassinatos em massa e sua destruição de tantas criações culturais magníficas, prejudicaram a possibilidade de que possamos recuperar as tradições pré-cristãs tal como realmente foram. A Wicca, por exemplo, me parece um neopaganismo que escorre moral cristã por todos os lados. O mesmo pode ser dito geralmente do novo celtismo, odinismo, etc. movimentos surgidos a partir do nacionalismo romântico do século XIX e impregnados de uma visão cristã de mundo. Possivelmente o terrível dano causado pelo cristianismo à diversidade cultural da humanidade nunca poderá ser sanado completamente. Como têm feito as culturas de resistência afro.americanas, haverá que se seguir adiante apesar destas marcas impostas, criando novas formas de expressão onde resurjam, talvez com uma linguagem distinta, a criatividade e a força originais.

Devo dizer que considero o cristianismo uma ideologia danosa, porque vai contra a alegria e a vida. Porém não sou contra os cristãos como pessoas: cada um tem direito a desperdiçar sua vida como queira. Tenho conseguido com que o cristianismo não me ensine nada, o que inclui não imitar, em absoluto, sua perseguição e extermínio dos diferentes.

Por último quero dizer que Satan não é uma invenção cristã. Há referências a Satan no chamado Antigo Testamento, isto é, muito antes das histórias sobre as ridículas andanças do Nazareno. E Satan é todavia mais antigo que a religião judaica, porque este não é mais que o nome com que em hebreu se representa ao egípcio Set, que por sua vez os etruscos chamavam de Sethlans. Então um mundo sem cristianismo não seria um mundo sem Satan, e sim, em todo caso, um mundo onde Satan se livraria das falsificações e das mentiras que os sacerdotes judaico-cristãos têm difundido sobre ele.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: