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NEM TODOS OS VAMPIROS CHUPAM SANGUE

image Satanismo representa responsabilidade para o responsável, em vez de se referir a vampiros psíquicos.

Muitas pessoas que caminham sobre a terra praticam a arte requintada de fazer os outros se sentirem responsáveis e mesmo em divida para com eles, sem causa. O satanismo observa esses sanguessugas numa verdade clara. Vampiros psíquicos são indivíduos que drenam dos outros sua energia vital. Este tipo de pessoa pode ser encontrado em todas as avenidas da sociedade. Eles não desempenham nenhum propósito útil em nossas vidas e não tem nenhum desígnio de amor ou amigos verdadeiros. Até agora nos sentimos responsáveis pelos vampiros psíquicos sem saber o porquê.

Se você pensa que pode ser a vitima de uma determinada pessoa, há algumas simples regras que o ajudarão a tomar uma decisão. Há uma pessoa que você frequentemente recebe ou visita, mesmo que realmente não queira, porque você sabe que se sentirá culpado se não o fizer? Ou você se descobre frequentemente fazendo favores para alguém que nunca vem adiante e pede, mas sugere? Frequentemente o vampiro psíquico usará a psicologia reversa, dizendo: “Oh, eu não posso pedir a você por isto” – e você, em retorno, insiste em fazê-lo. O vampiro psíquico nunca exige nada de você. Isto pareceria muito presunçoso. Eles simplesmente deixam os seus desejos serem conhecidos de maneiras sutis que impedirão que eles sejam considerados pestes. Eles “nunca pensariam em impor” e são sempre capazes de aceitar a sua sorte, sem a menor importância – externamente! Seus pecados não são de ação mas de omissão. É o que eles “não” dizem, não o que eles querem dizer, que faz você sentir-se muito responsável por eles. Eles também são muito astuciosos em abrir suas pretensões com você, porque eles sabem que você se ressentiria disto, e teria uma razão tangível e legitima para condená-los.

Uma grande parcela dessas pessoas tem “atributos” especiais que fazem sua dependência sobre você mais possível e muito mais efetiva. Muitos vampiros psíquicos são inválidos (ou pretendem ser) ou são “mentalmente e emocionalmente perturbados”. Outros podem simular ignorância ou incompetência e então, sem compaixão, ou mais frequentemente, com irritação, você fará coisas para eles.

A maneira tradicional de banir um demônio ou elemental é reconhecê-lo pelo que ele é, é exorcizá-lo. O reconhecimento destes demônios modernos e seus métodos é o único antídoto para a sua ação devastadora sobre você.

Muitas pessoas aceitam passivamente estes indivíduos viciosos de fisionomia de valor somente porque suas manobras insidiosas nunca foram apontadas. Eles somente aceitam estas “pobres almas” como sendo menos afortunadas do que eles, e sentem que precisam ajudá-los do modo que puderem. É um senso equivocado de responsabilidade (ou infundado senso de culpa) que nutre bem o “altruísmo” em cima da festa destes parasitas!

O vampiro psíquico consegue existir porque escolhe engenhosamente pessoas conscientes, responsáveis, como vitimas – pessoas com grande dedicação pelas suas “obrigações morais”.

Em alguns casos nos somos vampirizados por grupos de pessoas, assim como por indivíduos. Cada organização construída pelo capital, seja ela uma fundação de caridade, conselho comunitário, religioso ou associação fraterna etc., cuidadosamente seleciona a pessoa que é habilidosa em fazer os outros se sentirem culpados pelo seu presidente ou coordenador. O trabalho do presidente é nos intimidar para abrir primeiro nossos corações e depois nossas carteiras, para o recipiente da “boa vontade” – nunca mencionando que, em muitos casos, seu tempo não é dado desinteressadamente, mas que eles estão ganhando um gordo salário pelos suas “obras nobres”. Eles são mestres em manipular a simpatia e consideração de gente responsável. Frequentemente vemos pequenas crianças que são enviadas adiante pelos autohonrados Fagins para, sem complicação, extrair donativos agradavelmente.

Há, é claro, pessoas que não se sentem felizes a menos que dêem, mas muitos de nós não se encaixa nesta categoria. Infortunadamente, nos estamos frequentemente nos pondo em fazer coisas que genuinamente não sentimos que deveriam ser exigidas de nós. Uma pessoa consciente acha que é muito difícil decidir entre caridade voluntária e imposta. Ela espera fazer o que é certo e justo, e acaba perplexa tentando decidir exatamente quem ela deveria ajudar e que grau de ajuda deveria corretamente ser esperada dela.

Cada pessoa precisa decidir por si mesma qual é a sua obrigação para com seus respectivos amigos, família e comunidade. Antes de dar o seu tempo e dinheiro para aqueles de fora, sua família imediata e seu fechado circulo de amigos, ele precisa decidir do que pode dispor, sem privar aqueles que são mais chegados a ele. Quando tomar essas coisas em consideração ele precisa estar certo de incluir a si mesmo entre aqueles que significam muito para si. Ele precisa avaliar cuidadosamente a validade do pedido e a personalidade e motivos de cada pessoa que lhe pede alguma coisa.

É extremamente difícil para uma pessoa aprender a dizer “não” quando em toda a sua vida ele tem dito “sim”. Mas a menos que ele espere ter vantagem constantemente, deve aprender a dizer “não”  quando as circunstâncias justifiquem fazê-lo. Se você permiti-los, os vampiros psíquicos gradualmente se infiltrarão no seu dia-a-dia até que você perca a sua privacidade – e seu sentimento constante a respeito deles esvaziará  você de toda a ambição.

Um vampiro psíquico sempre selecionará a pessoa que é relativamente capaz e satisfeita com a vida – uma pessoa que é bem casada, contente com o seu trabalho, e geralmente bem ajustada com o mundo à sua volta – para se alimentar dela. O fato genuíno de que o vampiro psíquico escolhe, para vitimar, uma pessoa feliz mostra que ele está carente de todas as coisas que sua vitima tem; ele fará qualquer coisa para trazer encrenca e desarmonia entre sua vitima e as pessoas que lhe são caras.

Por esta razão, seja precavido de qualquer um que pareça não ter nenhum amigo real e nenhum interesse aparente pela vida (exceto você). Ele naturalmente contará a você que é muito seletivo em sua escolha de amizades, ou que não gosta de fazer amigos facilmente por causa dos altos padrões que ele fixa para as suas companhias. (Para adquirir e manter amigos, alguém precisa ser muito condescendente com ele – algo de que o vampiro psíquico é incapaz.) Mas ele se apressará em acrescentar que você preenche todos os requisitos e é verdadeiramente uma excelente exceção entre os homens – você é um dos muito poucos merecedores de sua amizade.

Com receio de que você confunda amor desesperado (que é uma coisa muito egoísta) com vampirismo psíquico, a vasta diferença entre as duas precisam ser esclarecidas. O único caminho para saber se você está sendo vampirizado é comparar o que você dá à pessoa em relação ao que ela lhe dá em troca.

Você precisa, algumas vezes, se aborrecer com as obrigações impostas pelo seu amor, por um amigo intimo, ou mesmo um empregador. Mas antes que você os rotule como vampiros psíquicos, precisa perguntar a si mesmo: “O que estou obtendo em troca?” Se seu esposo ou amor insiste que você o chame frequentemente, mas você também exige a consideração para você pelo seu tempo gasto, precisa entender que esta é uma dada e apropriada situação. Ou se é hábito de um amigo chamá-lo para ajudar em momentos inoportunos, mas você igualmente depende dele para lhe dar prioridade a suas necessidades imediatas, precisa considerar que é uma troca justa. Se seu empregador pede para você fazer um pouco mais do que lhe é habitualmente esperado em sua condição particular, mas ignora eventuais atrasos ou lhe dá tempo quando frequentemente necessita dele, você certamente não tem razão para reclamar e não necessita sentir que ele está tirando vantagem de você.

Você está, contudo, sendo vampirizado, se você é incessantemente chamado ou esperado a conceder favores para alguém que, quando você necessita de um favor, sempre acontece de ter outras “obrigações urgentes”.

Muitos vampiros psíquicos lhe darão coisas materiais pelo expresso propósito de fazer você sentir que está em divida com eles, amarrando-o a eles. A diferença entre o seu presente, e o deles, é que o seu pagamento em retorno não precisa vir em forma material. Eles esperam que você se sinta obrigado a eles, e deveriam ficar muito desapontados e mesmo ressentidos se você tentasse retribui-los com objetos materiais. Em essência, você deve “vender sua alma” para eles, e eles constantemente lembrarão a você de sua obrigação para com eles, mas não lembrando você.

Seja puramente satânico, a única maneira de negociar com o vampiro psíquico é o “jogo do silêncio” e comportar-se como se eles fossem genuinamente altruístas e realmente não esperarem nada em retorno. Ensine-os a lição que eles graciosamente dão a você, agradecendo-os sonoramente por toda a atenção que lhe deu, e saindo fora! Deste modo você sairá como vencedor. O que pode eles dizerem? E quando você está inevitavelmente esperando reparar a sua “generosidade” (está é a pior parte!), você diz “não” – mas, de novo, graciosamente! Quando eles sentem que você está saindo de suas presas duas coisas acontecerão. Primeiro, eles agirão “apertando”, esperando que seu velho sentimento de dever e simpatia retornem, e quando (e se) não acontecer, eles mostrarão suas cores verdadeiras e se tornarão irados e vingativos.

Uma vez que você moveu-os até este ponto, pode jogar o papel da parte ofendida. Depois de tudo, você não fará nada errado – apenas aconteceu de você ter “obrigações urgentes” quando ele necessitavam de você, e desde que nada era esperado em troca pelos seus presentes, não deveria ter sentimentos pesados.

Geralmente, os vampiros psíquicos concebem que seus métodos foram descobertos e não pressionam o resultado. Ele não continuará a perder o seu tempo com você, mas se moverá para sua próxima vitima insuspeita.

Há momentos, contudo, quando o vampiro psíquico não libera sua presa tão facilmente, e fará tudo para atormentar você. Eles tem todo o tempo para isto porque, quando uma vez rejeitados, eles negligenciarão tudo (ou seja, o que pouco tem) para devotar seus momentos de vigília em planejar a vingança para o que eles se sentem autorizados. Por esta razão, é melhor evitar uma relação com este tipo de pessoa em primeiro lugar. A “adulação” e dependência que você permite, em primeiro lugar, pode ser muito lisonjeira, e os presentes materiais muito atrativos, mas você eventualmente acabará pagando por eles muitas vezes mais.

Não desperdice o seu tempo com pessoas que finalmente destruirão você, mas se concentre naqueles que apreciarão sua responsabilidade por eles, e, do mesmo modo, se sentirão responsáveis por você.

E se você é um vampiro psíquico – tome cuidado! Acautele-se do satanista – ele está pronto e desejoso de enfiar com jubilo uma estaca proverbial em seu coração!

A Bíblia Satânica – Anton Szandor LaVey – Traduzido por Morbitvs Vividvs.pdf

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