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Ser religioso ou “espiritualista” não diminui o risco de casos de depressão

depressão

Anteriormente estudos pareciam mostrar que as crenças religiosas e espirituais podiam proteger contra a depressão, e estas foram associadas com um melhor bem-estar. Foi uma ideia muito difundida entre os psiquiatras (que não são, como um grupo, particularmente religiosos) que a religião e a espiritualidade protegiam seu humor das vicissitudes dos infortúnios da vida. Mas agora, um grande estudo, que acompanhou pessoas por um ano, descobriu que existe uma relação oposta entre a crença religiosa e a depressão. Religião, e ainda mais, a espiritualidade não ligada a uma religião formal, parecem ser inúteis em termos de protegê-lo contra o mau humor, e até poderiam estar relacionadas com mais depressão.

Uma das principais conclusões do estudo, realizado com 8 mil pessoas em diversos municípios de sete países diferentes (Reino Unido, Espanha, Eslovênia, Estônia, Holanda, Portugal e Chile), é que a visão de vida espiritual predispõe para maior depressão, principalmente, de modo significativo, no Reino Unido, onde os participantes espiritualistas tinham quase três vezes mais probabilidade de sofrer um episódio de depressão que o grupo secular.

Os resultados são surpreendentes porque pesquisas anteriores descobriram que pessoas formalmente religiosas tinham bons hábitos de saúde mental e de estilo de vida, por exemplo, estudos anteriores estabeleceram que eram menos propensos a terem já utilizado medicamentos ou terem sido bebedores de risco.

Num estudo intitulado “crenças espirituais e religiosas como fatores de risco para o maior aparecimento da depressão: um estudo de coorte internacional”, a relação com a crença religiosa e espiritual foi investigada em profundidade por pesquisadores liderados pelo professor Michael King, da University College London.

A incidência de depressão ao longo dos 12 meses foi semelhante entre as diferentes confissões religiosas (católicos 9,8%, protestantes 10,9%, outras religiões 11,5%, sem religião específica 10,8%).

Aqueles com as convicções mais fortemente religiosas ou espirituais eram duas vezes mais propensos a sofrerem de depressão.

Apesar de que uma perspectiva religiosa, espiritual ou secular na vida parecer ser relativamente estável na maioria das pessoas, pouco mais de um quarto dos participantes do estudo mudou sua visão de vida durante o período do estudo. E houve um maior risco de depressão naqueles que mudaram para um caminho mais religioso e um risco menor para aqueles que se deslocam para um sentido secular.

Aqueles que estão em processo de desenvolvimento de um transtorno mental comum, como a depressão, podem envolverem-se em uma “busca de sentido” para alívio dos sintomas. Como este estudo seguiu os participantes ao longo de um ano, foi possível demonstrar que era mais provável uma perspectiva espiritual e religiosa, estar levando a um futuro humor mais baixo, do que o contrário.

O aumento dramático nos movimentos da Nova Era e outras religiões não-tradicionais e talvez o abraço de sistemas de crenças alternativas, podem refletir uma crescente busca de sentido.

Um estudo anterior feito por uma equipe liderada pelos psiquiatras Michael King e Paul Bebbington, publicado no “British Journal of Psychiatry”, constatou que as pessoas espiritualistas eram mais prováveis, ​​do que aqueles que não eram nem religiosos, nem espiritualistas, de já terem usado ou terem sido dependentes de drogas, sofriam de transtorno de ansiedade generalizada, fobia ou qualquer outro distúrbio neurótico.

Pesquisas anteriores mostraram que a religião pode ter um efeito protetor durante e após o impacto de eventos de vida, mas este estudo não encontrou provas disso.

Os autores concluem que uma perspectiva de vida religiosa ou espiritual, em contraste com uma visão secular, predispõe ao maior aparecimento de depressão. Essas crenças e práticas não agem como um amortecedor para eventos adversos da vida como se pensava anteriormente. Mas os autores reconhecem que a grande variedade de resultados contrastantes de outros pesquisadores da área, torna difícil chegar a uma conclusão definitiva ainda. O máximo que se pode dizer com toda a certeza, eles afirmam, é que, se há uma ligação entre a religião/espiritualidade e bem-estar psicológico, esta é provavelmente fraca.

Afinal, se a crença religiosa tem um efeito positivo poderoso sobre a saúde mental, eles argumentam que este deveria ser detectado na maioria dos estudos.

CONFIRA NA INTEGRA EM: huffingtonpost.co.uk

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