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O JARDIM DO ÉDEN ANTES DA QUEDA


Na primeira fase da ordem externa (Ordem Hermética da Golden Dawn) o processo iniciático do primeiro grau é simbolicamente representado em um diagrama chamado de “O Jardim do Éden, antes da Queda” (mostrado ao lado). Este diagrama, que é apresentado ao iniciado na O.H.G.D. no 3 = 8 grau de Praticus, representa uma fase da inocência primordial. Nesta fase, o candidato tipicamente vê no iniciador a uma luz irrealisticamente positiva como uma espécie de pai ideal ou perfeito. Neste diagrama, Eva, a figura feminina mostrada na parte inferior da Árvore da Vida, representa a mãe ideal (a Nephesh cabalística ou a natureza instintiva), ela é retratada apoiando os pilares de Jaquim e Boaz. Adão, que representa o pai ideal (o Ruach cabalístico ou o aspecto racional), está acima dela com o peito em Tiphareth e os braços estendidos para Chesed e Geburah.

Este diagrama representa a felicidade da inocência: o candidato está vivendo em um estado de êxtase por causa de seu contato com o “pai ideal”, a imagem projetada pelo iniciador. Este processo não é diferente da interpretação junguiana do ato de apaixonar-se. De acordo com Jung, quando os homens se apaixonam, eles projetam seu próprio lado feminino ou Anima para a amada, enquanto as mulheres projetam seu interior masculino, que Jung chama de Animus.

Uma análise mais aprofundada do diagrama de “O Jardim do Éden, antes da Queda”, revela a natureza ilusória da relação com os pais ideais. Percebe-se em primeiro lugar a ausência da Sephiroth Suprema (Kether, Chokmah e Binah) nesta Árvore da Vida cabalística: elas são
simbolizadas apenas potencialmente pela figura feminina alada no topo da árvore. Esta figura simboliza Neshamah. Além disso Eva (a figura feminina no pé da árvore) está em cima de uma espiral formada por um dragão de sete cabeças.

Este dragão tem uma longa história. Ele é encontrado já no período paleolítico, na forma da serpente associada ao consorte da Grande Deusa Mãe, bem como com a Árvore da Vida. Esta mesma serpente aparece mais tarde nos mitos egípcios das lutas de Rá com a
serpente-demônio, Apep. Sobre esta mesma luz negativa é encontrada novamente no livro do Apocalipse no Novo Testamento. No entanto, a serpente continua a ser um importante símbolo de ressurreição e renovação da vida, uma vez que muda de pele regularmente. Quando interpretado psicologicamente, este dragão serpentino representa o que Jung chama de complexos do inconsciente pessoal.
(Trecho do artigo Israel Regardie, Iniciação, e
Psicoterapia
)

Este diagrama é descrito no Ritual do grau de Praticus. Ele mostra, em um glifo, o ensino adequado para o Practicus entrar na Sephirah HOD que ele alcançou pelos Caminhos do SHIN e RESH de Malkuth e Yesod, respectivamente.

No topo estão as TRÊS SEPHIROTH SUPERNAS resumidas em UMA — AIMA ELOHIM, a Mãe Superior —, a mulher do Apocalipse (Cap. 12), vestida com o SOL, a LUA sobre seus pés e na cabeça a Coroa das Doze Estrelas.

Está escrito:

‘‘Então o Nome JEHOVAH juntou-se ao Nome ELOHIM, pois JEHOVAH plantou um Jardim ao Oriente do
Eden.’’

Das Três Supernas seguimos para outra Sephiroth da ÁRVORE DA VIDA. Na parte inferior da ÁRVORE, partindo de MALKUTH está A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL que está entre a Árvore da Vida e o Mundo de Assiah ou das Conchas, representada pela espiral do DRAGÃO com Sete Cabeça e Dez Chifres — sendo os Sete Palácios Infernais e as Dez Sephiroth Opostas.

O Rio NAHER flui para fora do Éden Celestial e em DAATH é dividido em Quatro Braços:

  • PISON: Fogo — fluindo para GEBURAH onde há Ouro.
  • GIHON: Água — as Águas da Misericórdia, fluindo para CHESED.
  • HIDDIKEL: Ar — fluindo para TIPHARETH.
  • PHRATH (Eufrates): Terra — fluindo para MALKUTH.

Está escrito:

“In DAATH the Depths are broken up and the Clouds drop down dew.”

(Algo como: “Em DAATH as profundezas são rompidas e as nuvens destilam orvalho.”)

A palavra Naher tem como significado “fluxo perene” — “nunca falta água”, ao contrário de outras palavras como Torrent (Torrente) ou Brook (Riacho/Córrego).

O Rio saindo do Éden é o Rio do Apocalipse, as Águas da Vida, claras como o cristal procedente do Trono, em ambos os lados da Árvore da Vida, nutrindo todos os tipos de Frutos.

Assim os Rios formam uma Cruz sob O GRANDE ADÃO, o SON que há de reger as Nações, que está estendido sobre TIPHARETH com seus braços esticados para GEBURAH e GEDULAH, e em MALKUTH está EVA, apoiando com seus braços os DOIS PILARES.

(Copyright © 1995 de Pontus Lindqvist)

Traduzido por:

LIZZA BATHORY LIZZA BATHORY

Blogueira d’O Submundo

elizabeth.bathory.ce@gmail.com

Confira mais textos desta autora clicando aqui

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