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Leonardo Da Vinci e a arte gnóstica

Cada vez mais as obras de Da Vinci vão sendo vislumbradas como portentosas obras da Arte Superior, da Arte Esotérica e da Arte Iniciática. Temos como exemplo a famosa “Gioconda”, ou “Mona Lisa”, obra-mestra deste famoso pintor.

A interpretação e comentários do Mestre Samael Aun Weor podem ser lidos no livro O Raio do Super-Homem, de Fernando Salazar Bañol, que é uma obra biográfica do mestre Samael.

Devemos dizer que Da Vinci era, além de exímio pintor, grande filósofo, esoterista, cientista, inventor, anatomista, psicólogo e astrólogo… Multifacético em cem por cento, com um poder intelectual incrível.

Citamos entre seus inventos: Uma máquina voadora, antecessora dos modernos aviões e helicópteros, e, inclusive fez desenhos muito futuristas de naves espaciais… Ele era muito adiantado para sua época (por volta de 1450 a 1500).

Leonardo da Vinci, o grande maestro renascentista, foi discípulo de Verrochio, alquimista e hermetista conhecido da época, que influenciou também a Sandro Boticelli, outro grande pintor da Renascença italiana. O biógrafo de Da Vinci e seu contemporâneo, Vascari, definiam o maestro como sendo possuidor de “mente hermética”.

É interessante estudarmos com profundidade a vasta obra de Da Vinci e saber onde estão os ensinamentos passados por ele em suas principais obras “iniciáticas”, tais como a Mona Lisa, A Santa Ceia e A Virgem da Rocha, entre outras.

Sinceramente, não podemos afirmar que Da Vinci pertenceu a esta ou àquela sociedade secreta, porém, sim, podemos afirmar enfaticamente que ele tinha conhecimentos esotéricos muito profundos, e certamente devido à época, tudo o que ele aprendeu em relação à Divindade, ao Cosmo e ao Homem foi inserido em seu Trabalho. Realmente, mestre Leonardo era detentor de grandes conhecimentos de Alquimia, Astrologia, Teologia Gnóstica etc.

Existem muitas lendas cheias de mistério e de esoterismo… Conta-se, por exemplo, que em uma ocasião Da Vinci estava pintando sua famosa “Última Ceia” e querendo pintar psicologicamente os atributos de cada apóstolo, vai a uma fonte de Roma e encontra um jovem muito belo, agraciado, de ademãs suaves, de tez despojada e inocente. E escolhe a este jovem para que sirva de modelo de João, o discípulo amado do mestre Jesus. Uma vez terminado o trabalho, Da Vinci lhe pagou muito bem… E continuou com o seu trabalho.

Porém, em seguida necessitou encontrar um modelo para Judas Iscariotes. E sua busca foi realizada nas praças, fontes, ruas e mercados, sem encontrar o modelo anelado. Sem embargo, com o correr dos dias e já cansado de tanta busca inútil, eis que entrou em uma taberna e encontrou um jovem desalinhado, sujo, barbado… Com todos os vícios refletidos em seu rosto, duro, sofrido, com sinais de golpes e brigas, o típico rosto do homem viciado e degenerado, ladrão, embusteiro e, quiçá, assassino. Da Vinci encontra naquele homem o “apóstolo traidor” e decide contratá-lo para que pose para sua pintura. Esse indivíduo de más índoles vai com o artista e começa a posar para o término da obra. Porém, oh… surpresa… Quando Da Vinci estava terminando, observou que aquele homem estava chorando. Qual a causa de tanto pranto? Por que aquele homem tosco e de rosto traiçoeiro estava com seu rosto banhado de lágrimas? O artista interroga o jovem e este lhe responde: “Acaso não me reconheces?” Para surpresa do pintor, o jovem lhe diz: “Eu sou aquele cujo rosto te fascinou para que eu fosse um anjo, o discípulo amado do Cristo. Mas agora, tu vês o traidor, o hipócrita… Tal é o meu estado desde que tu me pagaste abundantemente por haver posado pela primeira vez… Com teu dinheiro caí no vício e na perdição…” O artista decide terminar a obra assim mesmo, pagando-o não sem antes consolar aquele jovem que caíra na miséria dos vícios… Bem, essa foi uma pequena peculiaridade acerca da vida de Da Vinci…

Leonardo comprova todos os seus conhecimentos esotéricos com as diversas obras que saíram de sua inspiração. Duas delas que merecem destaque por seu profundo simbolismo alquímico, astrológico e cabalístico são A Santa Ceia e Mona Lisa.

Significado Esotérico da Mona Lisa

Este quadro, considerado a maior obra de arte de todos os tempos, tem uma representação alquímica profunda. Segundo o Mestre Samael, a Gioconda representa a Divina Mãe Kundalini, a sagrada Mãe Alquimia ou, para Fulcanelli, é a poderosa Mãe Viúva, ou seja, a Ciência da Alquimia (não à toa, os maçons Iniciados são chamados de “os filhos da Mãe Viúva”, representação que vem do Egito Antigo, onde Hórus é filho de Ísis, a viúva do defunto Osíris).

Vemos uma figura austera de mulher, cujo sorriso é, ao mesmo tempo, agradável e marcial (pois nossa Mãe Divina é, segundo Samael, “terror de Amor e Lei”).

Ela veste roupa nas cores vermelha e verde, as duas cores fundamentais do sufismo e da Alquimia, ou seja, as cores do Leão Verde e do Leão Vermelho, as duas mais poderosas forças da Alquimia, nosso Ser (verde) e nossa Mãe Kundalini (vermelho).

Suas mãos estão numa postura (mudra) de defesa, representando que ela alegoriza a ciência hermética, esotérica. E Ela mostra não a totalidade dos dedos de suas mãos, mas tão somente 9 dedos. O que representa o número 9 dentro da Alquimia senão o Arcano 9 do Tarô, o Eremita solitário? A Nona Esfera da Magia Sexual? Os 9 Céus e os 9 Infernos de Dante?

Ao fundo dessa maravilhosa obra vemos dois Caminhos, as famosas Vias Seca (à nossa esquerda) e Úmida (à nossa direita) da Alquimia Sagrada.

O Caminho Úmido indica a Senda Nirvânica, que é uma senda maravilhosa, e o Caminho Seco, que assinala o Caminho Direto para Deus, para o Absoluto, que é um Caminho Superior. Porém, esses dois Caminhos só existem quando compreendemos que eles têm um Guardião, que é essa bela e austera Senhora, nossa Mãe Divina Interior Kundalini. Sem Ela, não há (e nunca poderá haver) um autêntico trabalho de Alquimia.

Da Vinci conhecia a fundo a ciência alquímica e por meio da Imaginação, da Inspiração e da Intuição, ele conheceu sua Mãe Divina particular, representada no quadro da Mona Lisa (pois todos nós temos a nossa própria e íntima Mãe).

Ah, uma última observação: os nomes Mona Lisa e Gioconda têm as 3 letras fundamentais IAO, que são os mantras secretos dos gnósticos. IAO é um dos mantras sagrados da Magia Sexual.

Significado Esotérico da Santa Ceia

Esse maravilhoso quadro tem várias representações, entre elas, os mistérios da Astrologia Iniciática, representada pelos antigos como os 12 Trabalhos de Hércules.

Jesus rodeado por seus 12 Apóstolos são o Sol e seus 12 planetas de nosso Sistema Solar. (Sim, nosso Sistema Solar possui 12 planetas, 3 dos quais ainda não descobertos pela ciência acadêmica: Vulcano, Perséfone e Clarión.)

Ao lado direito de Jesus (à nossa esquerda), o personagem seria João, o discípulo amado de Jesus, ou uma mulher, Maria Madalena, sua esposa-sacerdotisa? Observe que esta mulher possui expressões típicas do pudor feminino, ela estaria usando uma corrente de ouro no pescoço e afasta-se de Jesus com uma coqueteria feminina, incontestável.

A figura feminina e Jesus usam o chamado “efeito espelhado”: Jesus está usando túnica vermelha e manto azul. E Madalena, túnica azul e manto vermelho. O “espelho” simboliza a entrada para uma realidade oculta. Um crítico de arte verá que os grupos formados por Jesus e Madalena, pelo afastamento de Madalena, formam um M no centro do Quadro. O M foi um código muito usado pelos Templários e sobre o qual existe controvérsia: M, símbolo da Constelação de Virgo, pode ser também o M de Madalena, venerada pelos Templários? Ou seria o Eterno Feminino de Deus, nossa Mãe Divina?

No “grupo de Jesus”, aparece “mão anômala” fazendo o “gesto ou dedo de João” (o Batista) tão caro a da Vinci, que usou este símbolo com grande constância na sua obra. O próprio da Vinci encarna Judas Tadeu.

Apesar de ser a cena do Sacramento Mágico da Eucaristia, não há vinho ou pão na mesa posta por Da Vinci (o pão estaria reduzido a migalhas).

Na verdade, este trabalho astrológico é muito mais profundo, muito mais do que questões teológicas, ou mesmo de signos e cálculos. Da Vinci representou, como já dissemos, os 12 Trabalhos de Hércules, que são os passos iniciáticos necessários para encarnarmos o Cristo Interior. Essas 12 faculdades superiores de nosso Ser Divino são representadas na tradição cristã-gnóstica como os 12 apóstolos, mas podem ser vistas também nos 12 Cavaleiros da Távola Redonda.

Devemos aclarar que um dos grandes méritos da obra de Dan Brown, O Código Da Vinci, reside em que este autor criou um elo bastante próximo do que sempre foi defendido pelos gnósticos, tanto antigos quanto contemporâneos. Esse Elo entre o Santo Graal, a esposa de Jesus e todas as mulheres do mundo seria na verdade o Mistério dos Mistérios, guardado a sete chaves tanto por gnósticos quanto por maçons, templários e cátaros. Esse Grande Segredo está agora totalmente desvelado nos estudos gnósticos difundidos pelo grande mestre gnóstico contemporâneo, Samael Aun Weor.

FONTE: GnosisOnline

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