Deixe um comentário

Ritual da Estrela de Sangue – Executado e comentado por Fernando Liguori (Fra. Aussik Aiwass 718 ‘.’

93!

N’O Livro da Lei, Nuit declara seu número como “seis e cinquenta”, 56, que deve ser dividido, adicionado, multiplicado e percebido. Dividindo, o número produzido é 28, o número do ciclo lunar; adicionando 5 e 6 é produzido 11, o número da magick, da Grande Obra, e dos Qliphoth. Multiplicando os números inteiros produzimos 30, o número de dias no mês solar, e de Lamed, a letra de Maät, que fora o título original d’O Livro da Lei. No total, estes números produzem 69 que, interpretado ao pé da letra, se torna S e T (Seth), a formula da magick sexual oculta por trás do simbolismo da Estela que comporta o āsana bem conhecido soixante-neuf. Entretanto 69 possui outras implicações mais esotéricas. Ele é o número da ‘criança’, indicando assim, resumidamente, a natureza da transmissão de Nuit a terra e de seu ato de parir Aquele que Sempre Vem. Ele também é o número de dinh, que de acordo com Mead significa o “vórtice do sistema solar”, e de akun, ‘um ponto’ (i.e. Hadit), sendo ambos estes conceitos hábeis descrições do relacionamento de Nuit com o filho-sol (Horus) e com Seth (Hadit). É também significativo que 69 é 23+46, pois 23 é o número do secreto caminho de Maät, e 46 é o número de Um, uma forma de Maät associada com os ritos necromânticos de Lêng. Ainda, o 23º Caminho é o do ‘Homem Pendurado’ do Tarot. Este é um símbolo do viparita e do lugar da cruz, ou cruzamento do homem com aquele que se encontra além do homem. Ele é o Caminho da Água ou, em um sentido mágico, do sangue, pois O número 23 oculta a fórmula da Mulher Escarlate: 3 menos 2 = 1; 2 mais 3 = 5; 2 vezes 3 = 6 (i.e. 156 = Babalon). Talvez 25, o número do verso que exibe estas ideias, seja uma chave vital. Ele contém a fórmula viparita do Pentagrama, cuja formulação reversa evoca forças de fora ou detrás da Árvore da Vida. É o método secreto de deslacrar os túneis e de abrir os portais que admitem aquelas forças, pois 5 é o número da Mulher, portanto 5×5 é a mais completa expressão de sua fórmula. 25 também é o número de ChIVA, ‘A Besta’, que aponta mais uma vez para a fórmula de Therion conjugado com a Mulher. A exortação para perceber n’O Livro da Lei pode indicar que estas operações podem ser completamente realizadas somente na zona de poder de Saturno (Seth), que se encontra adjacente à Zona-Malva.

Então se segue um bela dhyāna do modo de congresso empregado para facilitar esta operação mágica. O sacerdote é banhado com a luz estelar de Nuit (seus kalas) que se manifesta como um “perfume de doce-cheiro de suor”. Isto praticamente reproduz as descrições aplicadas pelos tântricos as suvasinis ou ‘senhoras de doce-cheiro’ do Círculo Kaula.

É um rito utilizado em qualquer um dos Graus que compõem o Soberano Santuário da Gnosis, i.e. os Graus VIIIº, IXº & XIº O.T.O. Estes Graus incorporam operações psico-fisiológicas de magick-sexual. Ainda, estes Graus comportam fórmulas de controle onírico relacionadas aos três estados de consciência: jagrat (estado de vigília), swapna (sonho) e sushupti (sono sem sonho).

Os Adeptos da O.T.O. são portanto Adeptos do Controle Onírico em suas formas mais elevadas.

O VIIIº O.T.O. comporta o sujeito e seus sutis objetos relevantes aos pensamentos, fantasias, sonhos, sendo tipificado pelas Estrelas e o Olho-Estelar da Deusa. O IXº O.T.O. envolve o sujeito e o objeto, e está relacionado com o estado de vigília. Ele é tipificado pelo sol e pela lua. O XIº O.T.O. é o Portal que abre os espaços transplutonianos tipificados pelo estado sem forma do sono sem sonho atribuído ao cão negro (Plutão).

O magista que é um Adepto do controle onírico e da arte da mágica discriminação será capaz de detectar na consciência, em qualquer momento, seu corrente estado operativo, orientando suas operações em concordância com o nível detectado. Este é um estágio avançado na iniciação e demanda um alto grau de consciência ativa combinada com sua forma passiva a fim de refletir precisamente a imagem invocada pela mente. Por meio desta fórmula, contatos diretos e imediatos podem ser estabelecidos com as radiações transplutonianas de Nu-Isis. Estas radiações irão se manifestar como entidades eletromagnéticas via o Portal do IXº. Tais entidades são conhecidas como as Crianças de Isis e seus zootipos são as borboletas. As Crianças de Isis raramente interceptam ou se emaranham com almas terrestres, somente um Adepto é capaz de fazer uma ligação concisa o suficiente para incorporar suas radiações. É necessário uma técnica apurada na assunção da Forma Divina do zootipo das Crianças de Isis a fim de manifestar sua presença. Este é o trabalho da Loja Shaitan-Aiwass: preparar Adeptos para o mágico estabelecimento destas Forças. É pelo confinamento de Osiris, governante do Amenta, na yoni da sacerdotisa, que se dá o nascimento da Criança de Isis.

A Criança de Isis, a Nova Sexualidade, a Tumba da Concentração, são termos familiares aos Adeptos da Tradição Draconiana, assim como os conceitos dos Saltadores dos Caminhos Retrógrados. A influência destes conceitos fluem atualmente pela Ordo Tifoniana Occulta, Culto Zos-Kia, e pela La Couleuvre Noire.

Outras considerações: O número XXV (25) é o quadrado do número 5, o número de Hórus (Ra-Hoor-Khuit + Harpocrates). No 777 está associado à própria Besta e ao Deus de Geburah de Binah. Portanto, este é em parte um ritual que utiliza as energias de Geburah.

O número 5 tira seu importante simbolismo do fato de ser a soma do primeiro número par (2) e do primeiro número ímpar (3), correspondendo na Árvore da Vida à soma de Chokmah e Binah, Vontade + Entendimento, o homem-deus manifestado na matéria. Cinco é um número ambivalente, ele simboliza o fogo, mas sob a sua dupla acepção, de uma parte, solar, logo ligado ao dia, à luz, à vida triunfante e ativa (Ra-Hoor-Khuit) ; de outra, sob sua forma interna, terrestre, ctoniana, passiva, associada à noite e ao curso noturno do sol negro (Harpocrates/
Seth).

A posição do Magista na Árvore da Vida, enquanto realizando o Rubi Estrela, é a do ponto de intercessão entre os caminhos Samekh e Peh, de frente para Tiphereth (o Sol), à sua direita Netzach (Vênus), à sua esquerda Hod (Mercúrio) e atrás de si Yesod (a Lua).

O algarismo 5, raiz do XXV, possui um enorme relacionamento com símbolos da Ciência Arcana e, assim, com Thelema de modo especifico.

Tradicionalmente, a correspondência primeira com o algarismo 5 está relacionada com o corpo do próprio ser humano: quatro membros dirigidos por uma cabeça, ou cérebro. Cada um dos membros estaria associado a um elemento, a saber: fogo, ar, água & terra; enquanto o cérebro seria o espírito (ou quinta essência) que dominaria e daria vida aos elementos. Desta imagem surgem centenas (centenas mesmo) de variações onde uma Base retangular teria como ponto central de equilíbrio um quinto ponto, colocado em um “plano” aparentemente superior. Uma pirâmide, por exemplo.

A segunda correspondência tradicional que se faz com o 5 vem da soma dos algarismos 3 e 2. Neste caso, o algarismo 3 representaria uma natureza espiritual, elevada e orientada para cousas mais sublimes, conquanto que o 2 indicaria a dualidade da existência material, suas dúvidas, devaneios, contradições e aspecto mesmo da natureza malévola (segundo uma interpretação gnóstica da vida terrena) da existência física. Partindo do pressuposto apresentado por esta relação, temos o porque da estrela de cinco pontas ser considerada de natureza “má”, no caso dela ser invertida, e “boa”, quando ela está orientada de modo “correto”. No caso da estrela de cinco pontas estar invertida, esta seria representada pelo numero 23 (2+3=5), que sugere um domínio do 2 em relação ao 3, ou da matéria em relação ao espírito. No caso contrário, com a estrela orientada “de ponta para cima” o numero representativo seria o 32, sendo, neste caso, o espírito dominando a matéria.

Há outras correlações tradicionais possíveis com o numero cinco, mas, para não repetir mais ainda o que nós já sabemos, passemos adiante e vamos chegar ao numero XXV e suas correlações thelêmicas.

Nos casos acima citados, o algarismo 5 está relacionado ao ser humano ou, melhor dizendo, ao Microcosmo o qual, em união com o Macrocosmo, representado pelo algarismo 6, soma 11, o numero da Magick.

Uma das formas que se conhece de se atribuir valores matemáticos é dar “potência” aos algarismos. Com 5, por exemplo, elevado a potência 2, teremos 25. Isso se relaciona, como exposto anteriormente, com o Microcosmo. Seguindo esta linha de pensamento, podemos também elevar o Macrocósmico 6 a segunda potência e teremos 36. Ora, se por um lado 5 + 6=11 nos dá numero da Magick; por outro, suas potências nos dão 25+36=61, o número do “Minerval”, segundo o Rito Inicial da O.T.O. formulado por Crowley para o Grau 0
(Zero = nada = Ain = 61).

Uma outra forte relação destes valores com o Grau de Minerval da O.T.O. reformulada por Crowley em 1922 está no fato de que nele um Viajante que partindo de Korintho, alcança a liberdade na cidade de Atenas (ou Mitylene) a aliada de Mitylene (ou Atenas), e se dirige para Heliópolis, a Cidade do Sol. Pois bem, é curioso observar que o notarikon feito com as inicias destas cidades K.H.A.M. também soma 61 (20+5+1+40). Além disso, o Iniciando faz o exato papel de Quinto Elemento, em relação às quatro Cidades apresentadas no Ritual.

Aqui há uma relação “secreta”, que poderá ser percebida pelos Adeptos mais adiantados da Ordem: O Iniciando parte (nasce) de Korintho (de Yesod, da Lua, da Vagina – Kteis) em direção a Heliópolis, a Cidade Solar (Tiphereth, o Sol, Pênis – Phalus).

O notarikon composto por P (Phalus) e K (Kteis) soma 100 (80+20), representado em algarismos Romanos por “C”, chamado por Crowley de “Vel Ágape” – veja a instrução secreta do IX° O.T.O..

Mas, e o número XXV? Bem, já foi dito que o Iniciando parte de Korintho para Heliópolis, da Lua para o Sol, de Yesod para Tiphereth. Seguindo esta imagem imediatamente nos chega à mente a Árvore da Vida, com suas Esferas e Caminhos. E exatamente o Caminho de número XXV é aquele que une Yesod com Tiphereth.

Crowley, quando da atribuição do numeral XXV para o Liber “Rubi Estrela”, provavelmente, tinha todas estas atribuições (e mais algumas, certamente) em sua mente. Por agora, para finalizar esta parte (há ainda muito mais a dizer…), vale acrescentar que todos nós conhecemos a bíblica referência ao número da Besta, que é o número do Homem. Vimos também que 5 é o algarismo relacionado ao Microcosmos, também ao Homem. A associação que Crowley faz, por sua vez, do número XXV com a Besta é por uma simples razão: “Chia” é uma das palavras Hebraicas para “Besta”, e esta palavra soma 25 (8+10+6+1).

93.93/93.

718 ‘.’

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: