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TÉCNICAS DE CONTRAÇÃO VAGINAL

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“TÉCNICAS DE CONTRAÇÃO VAGINAL”

As técnicas de contração vaginal, conhecidas por diversos nomes, entre eles Pampoir (ou Pompoir, ou Pampoar, Pampoare, Pompoar, etc.) e Casbá (ou Casbah ou Kasbah), têm origem muito antiga.

Há referências sobre essas técnicas em tratados orientais sobre a sexualidade, como no Kama Sutra, o mais antigo tratado indiano do assunto, um manual sobre sexo, escrito por volta o Século III de nossa era, por Vatsyayana. Quem traduziu essa importante obra para o idioma inglês foi Sir Richard Burton, em 1883 (há versão em português, traduzida por Maria Clara de Biase W. Fernandes, e editada pela Ediouro).

Na época, causou uma verdadeira revolução no puritanismo vitoriano.

Indicações do assunto também aparecem em outros textos indianos posteriores, como o Ananga Ranga, do Século XVI, além de em diversas obras sobre Tantra.

No livro persa intitulado Bagh-i-Muattar (abreviado, por questões de discreção, para “B-i-M”), traduzido para o inglês por dois importantes autores, o mesmo Sir Richard Burton, que teve parte de seu manuscrito, após sua morte, queimado pela própria viúva (as partes relativas a homossexualismo), e pelo famoso ocultista inglês Aleister Crowley, que publicou essa tradução sob o título de The Scented Garden of Abdullah the Satirist of Shiraz (O Jardim Aromático de Abdullah o Satirista de Shiraz), há alguma informação do assunto.

Na obra O Jardim das Carícias, escrita na Espanha no Século X, por um árabe desconhecido, e descobertos em Tombuctu, nos arquivos da antiga Universidade de Sankoré, que foi traduzida do árabe para o francês por Franz Toussaint (e para a português por
Adalgisa Nery, editada pela Ediouro), fala, em alguns poemas, sobre o tema.

No livro O Jardim das Delícias, obra escrita pelo Xeique Nefzaui (em algum momento entre os anos de 1349 e 1433) traduzida para o português por Marcos Santarrita (edição Ediouro), comenta-se o assunto.

Em Fang-chung-shu (A Arte Chinesa do Amor), de autor desconhecido, organizada por von Werner Heilmann (traduzida para o português por Richard Paul Neto, e editada pela Ediouro), o tema é abordado em alguma extensão.

Mas que assunto obscuro é esse, que é tratado em todas as obras relevantes do assunto, mas sempre de forma breve, muitas vezes velada e outras obscura?

Essa é a mais importante, e menos conhecida, arte de uma mulher fazer amor a um homem.

Essas técnicas de contração vaginal são, literalmente, técnicas de controle muscular da vagina que, assim comandada, suga o pênis que a penetra, de forma a aprisioná-lo e deixar a parte ativa da relação sexual para a mulher (o homem fica passivo, sendo que, preferencialmente, essa técnica é aplicada com o homem deitado de costas, e a mulher cavalgando-o, por cima, portanto).

Veja-se bem que essas técnicas, que exigem coordenação motora da parte da mulher, não tem nada a ver com a mulher ficar “pulando” em cima do homem. Bem ao contrário, aliás. A mulher não mexe seu corpo – mexe, apenas, a vagina!

A pélvis permanece fixa; as pernas ficam imóveis; o corpo relaxado. Só a parte interna da mulher está em ação – e, externamente, somente sua vagina!

Essas técnicas são de difícil domínio, pois exigem experiência e dedicação ao sexo, e não promiscuidade pura e simples.

No passado, as prostitutas sagradas, prostitutas dos templos, sacerdotisas de divindades do amor e do sexo além de algumas poucas privilegiadas, maestriavam tais práticas. Buscando competir na capacidade de dar prazer aos homens, eunucos masculinos e femininos criaram o substituto dessa técnica, embora de resultados inferiores, além de ser uma técnica estéril: a felação, ou seja, a prática de sexo oral num homem (sugar o pênis com a boca).

Essa técnica, de fácil prática, só exigia criatividade, ao invés da outra, que exigia aptidão física, musculatura treinada e exercitada, além de vigor especial.

Para se ter uma ideia da dificuldade de tal técnica, tente contrair e expandir (encolher e soltar) a barriga num ritmo acelerado (digamos, um ciclo completo de contração e expansão por segundo). Tentou? Viu como cança após poucos segundos? Agora imagine uma mulher fazendo movimento semelhante com a vagina, sem bufar de cansaço nem pingar de tanto suar, mantendo no semblante uma expressão que transmita prazer, num ritmo capaz de conduzir o parceiro ao orgasmo. Bem, isso devia durar alguns bons minutos…

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