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Rawn Clark – Prática da Evocação Mágica (Resumo)


O segundo livro de Bardon, A Prática da Evocação Mágica (PEM), também apareceu em 1956, pouco depois do lançamento de seu primeiro livro, Iniciação ao Hermetismo. Embora muitos livros tenham sido escritos sobre a evocação mágica, nenhum deles se compara a PEM. Livros como As Chaves Maiores e Menores de Salomão, Abramelin, o Mago e The Ars Notoria, para citar alguns, provêm apenas um pequeno número de detalhes, bem como as ferramentas requeridas, as orações rituais e os espíritos a serem evocados, mas não dizem nada da teoria, da preparação e os detalhes necessários para o sucesso genuíno nessa interessante arte.

PEM não é um trabalho em separado – é projetado como uma extensão do trabalho começado em IAH. Na introdução de PEM e em vários lugares do livro, Bardon avisa que o estudante só poderia entrar no trabalho de evocação depois de ter progredido até o Grau VIII de IAH (ou uma iniciação equivalente). Frequentemente os estudantes têm sido seduzidos pelo glamour e o romance da evocação, trabalhando-a antes de estarem propriamente preparados, e isso, como Bardon repetidamente avisa, resulta apenas em experiências duvidosas e possivelmente prejudiciais.

Sem o treinamento necessário é virtualmente impossível compreender o significado mais profundo da evocação. Geralmente, o estudante despreparado pensará que a evocação é muito fantástica ou estritamente simbólica. Alguns acreditam que a antiga arte da evocação é meramente uma forma primitiva de psicoterapia, e para o novato não-iniciado que vai à prática despreparado, é isso mesmo que ela será. A razão para isso é que, sem o treinamento pré-requisitado, o praticante evocará nada mais do que as imagens de sua própria psique, ao invés de entidades que têm existência verdadeira, independente da psique humana.

Uma chave para a prática genuína da evocação mágica é a habilidade aprendida no Grau VIII de IAH conhecido como Viagem Mental. O primeiro passo em qualquer evocação é o magista estabelecer um contato mental com a entidade a ser evocada através de viagem mental até a sua esfera respectiva. Outra chave para a evocação genuína é a habilidade mágica de trabalhar conscientemente no interior de todos os três reinos (mental, astral e físico) simultaneamente. Isso transforma a mera oratória e movimentos teatrais em atos mágicos genuínos.

A motivação primária da tarefa da evocação é a exploração do universo e a expansão da consciência do mago. Não é feita para se ganhar poderes extraordinários sobre outras pessoas e eventos.

Através da evocação, o estudante pode explorar os outros reinos ou esferas de existência (isso é frequentemente chamado de “ascender através dos planos”) e é capaz de aprender muitas coisas diretamente dos seres que habitam esses reinos. Além do mais, algumas dessas entidades podem ser convencidas a executar a vontade do mago e realizar tarefas que, do contrário, precisariam de uma maior atenção do mago para ser realizadas.

Bardon divide PEM em três seções: Magia (teoria e prática), Hierarquia (uma exposição sobre a hieraquia de planos) e Ilustrações (um grimório de sigilos para os vários seres Elementais e planetários).

Na primeira seção, Bardon explica a teoria por trás da evocação e explora o raciocínio oculto, além da construção de cada uma das ferramentas rituais clássicas.

Essas instruções ultrapassam na qualidade qualquer outra dada previamente por outros autores. Bardon ensina cada aspecto ritualístico que deve ser personalizado e fortalecido de acordo com o próprio entendimento e necessidades do mago. Por exemplo, nas instruções de Bardon sobre o círculo mágico, ele instrui o estudante a criar um círculo que claramente representa o próprio entendimento do estudante sobre o universo.

Outro exemplo da abordagem única de Bardon é quando ele explica que a atmosfera dentro do triângulo mágico deve se igualar à atmosfera familiar da entidade que é evocada – um fato nunca revelado antes.

Na seção da hierarquia dos planos, Bardon lidera o estudante através de cada um dos planos em sequência e introduz muitas das entidades que os habitam. Aqui você não encontrará nada da linguagem dos trabalhos prévios sobre evocação. Nos livros de magia solomônica, as entidades descritas são de uma natureza baixa e demoníaca, mas os de PEM não são. Os seres listados em PEM são aqueles contatados pelo próprio Bardon e a maioria deseja ensinar o estudante e auxiliar em seu desenvolvimento. Para proteger o amador não-iniciado, Bardon não fornece uma lista detalhada dos seres das esferas de Marte ou de Saturno.

PME termina com um grimório de sigilos para cada uma das entidades listadas na seção de Hierarquia. Embora essa parte de PEM seja frequentemente a mais interessante para o leitor passivo, é, em verdade, a de menor importância ao praticante. O estudante que já alcançou pelo menos o Grau VIII será capaz de descobrir essas coisas sozinho, como Bardon menciona nas seções de teoria e de prática.

É interessante notar que a atitude do praticante de PEM deve invocar um tipo diferente de relacionamento com as entidades evocadas, ao contrário do que pensam outros livros sobre o assunto. Nessas outras tradições, o mago é ensinado a ser rigoroso demais e até rude num esforço para alcançar e manter controle sobre a entidade evocada. Isso é conseguido através de todos os tipos de ameaças e incitações sobre como o mago está, supostamente, trabalhando sob a proteção da divindade. Essencialmente isso é enraizado no medo do mago de não poder controlar nada.

Em PEM, porém, o treinamento pré-requisitado garante que o mago seja verdadeiramente capaz de manter controle sobre a evocação inteira. Para tal mago, não há necessidade de ter medo. Além disso, o mago é ensinado a sempre ser respeitoso, severo quando necessário, mas nunca rude. Como qualquer interação com outro ser, o evocador receberá um “reflexo” do que ele evoca. Portanto é prudente, para aqueles que aspiram dominar a arte da evocação, que sejam sempre gentis, respeitosos e honestos, e que nunca tentem forçar algum ser contra a sua vontade. É assim que amigos são feitos e isso fará com que você obtenha a simpatia do universo inteiro.

Há muitas, muitas mais entidades habitando os vários planos do que as que são mencionadas por Bardon. Nenhum grimório pode listar completamente todas as entidades que o mago possa encontrar. Quem sabe quem você pode conhecer quando é deixado sob o guia da Divina Providência?

Ainda assim, a habilidade de sair e fazer contato com entidades desconhecidas a você (isto é, aquelas não listadas em nenhum grimório) é uma faculdade mais avançada e pode ser necessário você conhecer um ou dois seres familiares antes disso se tornar possível.

O estudante sério não irá, depois da preparação devida, encontrar guia melhor para essa antiga arte do que o provido por Bardon. E para o leitor passivo, desejando chegar a um conhecimento mais completo da prática misteriosa da evocação mágica, esse livro valerá mais do que a leitura de cem outros.

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