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ENTREVISTA COM PROPHECY & VEOS

1. Por favor, apresentem-se dizendo quando e onde nasceram, seus nomes verdadeiros e sobre o seu trabalho com o Veritas e o seu próprio ashram na Flórida.

Nossos nomes são Christopher e Daniel Murphy. Nós nascemos gêmeos idênticos em abril de 1988, e vivemos uma vida até mesmo na infância que era dirigida para a espiritualidade. Mais ou menos em torno dos doze anos, Daniel começou a dar aulas online sob o nome de “Prophecy” para vários grupos teológicos, filosóficos e ocultistas. Ele tornou “Prophecy” um personagem ficcional que ele usava para esconder sua idade, sabendo que as pessoas não ouviriam o que ele tinha a dizer se elas soubessem o quão jovem ele era.

Mais ou menos aos 14 anos de idade, Daniel
conheceu dois outros buscadores da verdade que estavam tentando iniciar um lugar de encontro e de informações para a espiritualidade chamado “Veritas”, e ele concordou ser um professor lá e escrever artigos. Usando aquele site como base, ele escreveu trinta e um artigos sobre magia.

Na época em que completamos dezoito anos, tínhamos começado a compreender o estado lastimável em que a magia moderna estava. Havia tão poucos adeptos, e tantas fraudes e impostores, que percebemos que não era por acaso que muitas pessoas pensavam tão baixo sobre a magia. Ela estava sendo exterminada por vários grupos “modernos” de magia sob o falso título de “progresso”, e até as Ordens mágicas que foram uma vez sábias e poderosas tinham se despedaçado e não mais ensinavam as verdadeiras jóias das ciências mágicas. Percebendo isso, decidimos devotar nossos esforços e nossos escritos ao melhoramento da reputação da magia como uma ciência divina, uma ciência feita para revelar a sua divindade interna. Começamos essa iniciativa, pela primeira vez, ao aceitar estudantes em pessoa. Desses estudantes, começamos a permitir que alguns deles viessem e vivessem conosco, e estudassem magia sob a nossa presença física direta. Como o número de pessoas que queria visitar e aprender de nós cresceu, tornou-se necessário abrir um tipo de “ashram” aqui na Flórida.

Encontramos uma boa casa vazia em cinco acres de uma propriedade bastante isolada, e começamos a ensinar magia aqui.

Neste momento, entramos numa fase temporária de isolamento para aperfeiçoar mais as nossas práticas, e nos tornarmos veículos mais adequados para alcançarmos a meta que colocamos à nossa frente.

Nossos estudantes agora vêm e nos visitam, mas não viveremos com estudantes novamente por dois ou três anos enquanto preparamos nossos escritos futuros, escrevemos os livros que queremos publicar, e aperfeiçoamos nossas próprias práticas.

2. Em sua opinião, quais são os maiores obstáculos que os estudantes encontram no início de sua jornada na magia e na yoga, e qual poderia ser um modo para ultrapassá-los?

O maior obstáculo, sem dúvida, é a falta de consistência. O estudante iniciante da magia tem dificuldade de se ver como um mago aspirante, e em vez disso se vê como uma pessoa normal que só está estudando um pouco de magia. Com esse ponto de vista, o estudante nunca será capaz de fazer a magia parecer importante o suficiente para ele. Se a magia não é a parte mais importante do seu dia, todos os dias, então você não será capaz de manter práticas regulares. Se você não consegue manter práticas regulares, então você nunca será capaz de ter sucesso nessa ciência. Portanto, a falta de prática consistente e diária é o escorpião que interrompe o progresso da maioria dos magos em potencial.

O modo mais simples de consertar isso é estabelecer hábitos. Como Franz Bardon diz, “O homem é uma criatura de hábito”. Se você dizer a si mesmo
que vai praticar todo dia, e então cada dia você se força a sentar e praticar pelo menos um pouco, você descobrirá gradualmente que se torna mais fácil praticar todos os dias. Com o tempo, por você estar fazendo progresso e tendo experiências espirituais, você ficará ansioso para fazer suas práticas diárias. Quando isso acontece, você está realmente fazendo progresso.

3. Os seus pontos de vista diferem grandemente de Bardon: sobre celibato, vegetarianismo e sobre os tempos mínimos que Bardon dá para o domínio de seus exercícios. Como vocês podem explicar isso?

Do contrário, não acreditamos que nossas visões diferem das de Bardon, nem um pouco. Franz Bardon é relembrado como tendo uma dieta bastante estrita, e como tendo imposto tais recomendações para seus estudantes. No que diz respeito ao celibato, Bardon nem morava com sua esposa, mas a visitava uma vez por semana (às vezes duas vezes por semana) de modo que ele poderia ficar concentrado em sua missão naquela encarnação. A não ser que tenhamos de acreditar que Bardon masturbava ou traía sua esposa, somos forçados a supor que ele tinha muito pouca atividade sexual.

A coisa citada mais frequentemente em nossos escritos sobre os exercícios de Bardon são as diferenças nos tempos mínimos. Acreditamos que, fundamentalmente, só recebemos essas reclamações de pessoas que não estão realmente interessadas em serem magos, e não querem praticar magia se ela interferir de algum modo com as preocupações “muito mais importantes” da vida diária. Da mesma maneira, não acreditamos que nossos tempos mínimos diferem do que Bardon exigia de seus estudantes, os
estudantes com os quais ele realmente se importava. Dr. M. K., por exemplo, lembra que o primeiro exercício que ele recebeu de Franz Bardon envolvia a meditação nas quatro cores dos elementos por 10 minutos cada, imediatamente seguida por 30 minutos de controle do pensamento. Comparado a isso, o que recomendamos é bastante fácil.

Nós colocamos nossos estudantes em padrões mais elevados do que a maioria dos “estudantes de magia” são acostumados a serem colocados. Queremos criar magos, não amadores, ou pessoas com interesse no oculto. Nós não queremos ter nenhuma ligação com filósofos, românticos, ou amadores. Existem muitos outros escritores e muitos outros professores que são mais adequados a essas pessoas. Estamos interessados apenas naqueles estudantes que estão querendo arregaçar suas mangas, encarar o assunto de forma séria e tornar-se magos.

Tendo dito isso, não estamos aqui simplesmente para repetir o que Franz Bardon disse. O sistema que ensinamos aos nossos estudantes pessoais difere do sistema de magia apresentado em O Caminho do Verdadeiro Adepto, porque mais coisas podem ser contadas de uma maneira individual. O que Bardon deu foi uma quantidade muito pequena de informação a uma audiência que realmente não sabia o que magia era até que leram os livros dele. Do mesmo modo que Franz Bardon ensinava coisas a seus estudantes que não estavam em seus livros, fazemos o mesmo.

4. A Yoga e práticas orientais têm algum efeito no treinamento mágico? Quais diferentes caminhos e tipos de Yoga você recomenda a novos estudantes, e quais caminhos eles deveriam evitar?

O Caminho do Verdadeiro Adepto, de Franz Bardon, é em sua maioria Yoga. O primeiríssimo Grau é totalmente constituído de Yoga, utilizando dois exercícios fundamentais chamados Vritti Nirodha (controle do pensamento) e Swadhya (estudo introspectivo de si). Bardon usava consistentemente terminologia da Yoga, como nos nomes para os elementos, e mostra uma profunda compreensão dos estados de Prayahara, Dharan, Dhyana e Samadhi. Dessa maneira, se estamos seguindo o sistema de Bardon, temos de supor que ele acreditava que a Yoga era muito benéfica ao mago.

Existem muitos caminhos da Yoga, e por Yoga, deveria ser compreendido que não estamos nos referindo totalmente às posturas físicas e aos alongamentos. Estamos referindo aqui a técnicas meditativas. Para a prática da magia, o estudante deveria aprender pranayama e técnicas que elevam a Kundalini. A técnica da Kriya Yoga é a nossa favorita para o propósito do controle da mente e da expansão da consciência.

Formas mais devocionais de Yoga, como Bhakti Yoga, deveriam ser evitadas, porque elas podem causar um desenvolvimento unilateral no mago.

5. Quais são os maiores erros que um estudante pode cometer no início de seu treinamento no sistema de Franz Bardon?

Pular Graus, sem dúvida. Se você pula um Grau, ou passa para o próximo cedo demais, você está gritando para o universo inteiro que você não tem desejo algum de se tornar um verdadeiro mago. O próprio universo se voltará contra você, e lhe forçará para fora do caminho.

6. Uma questão frequentemente perguntada deste site é o problema do mestre e discípulo. Os dizeres “Quando o estudante está pronto, o mestre aparece” são verdadeiros, na sua opinião? Qual é a importância de um mestre no caminho da magia e como o estudante pode proceder para conseguir um?

Quando o estudante está pronto, acreditamos honestamente que o professor aparecerá. Isso não significa que o estudante não terá de olhar ao redor para tentar achar seu professor. Trabalho é preciso. Contudo, de um modo ou de outro, a instrução correta aparecerá exatamente do modo que o estudante precisa. Algumas pessoas estão prontas para serem instruídas, mas não está desenvolvidas o suficiente para precisarem um professor direto, portanto elas serão guiadas a certos livros, websites, cursos de estudo etc. Outras têm de aprender a como se comunicarem com seus Eu Superior, e portanto seus professores podem ser seus próprios Anjos Guardiães. Algumas estão prontas para professores diretos, e elas os recebem.

Ter um professor pessoal, especialmente no início, é de grande importância.

Algumas pessoas dizem que o livro O Caminho do Verdadeiro Adepto é o seu professor, mas isso não pode ser o suficiente. Você não pode perguntar uma questão para o livro, não pode sentar para assistir a uma aula que o livro dará, não pode ser xingado pelo livro por ser preguiçoso ou ter feito algo que não deveria, e, acima de tudo, você não se sente responsável por um livro. Você sabe que, se você não praticar aquele dia, o livro não lhe pressionará a fazê-lo, e não lhe fará se sentir mal por não praticar. Quando você tem um professor direto, ele lhe pressionará a ser o melhor. Se ele for um bom professor, ele sabe mais sobre você (devido a suas faculdades mágicas desenvolvidas) que você sabe sobre si mesmo. Ter um professor é a receita mais certa para o sucesso.

7. Estamos celebrando hoje o aniversário de 100 anos de Franz Bardon. O que vocês pensam sobre a vida dele, o seu trabalho e importância hoje, depois de mais de 50 anos de publicação de seu trabalho, O Caminho do Verdadeiro Adepto?

Acreditamos que o reconhecimento de Franz Bardon como um dos maiores adeptos na história memorável só crescerá com o passar do tempo, e mais e mais adeptos serão produzidos pelo sistema de treinamento dele. As pessoas estão tendo experiências, e estão conseguindo resultados. É um trabalho duro, mas o resultado é um tipo muito particular, muito incrível de pessoa: um adepto. Se uma árvore pode ser conhecida por seus frutos, então os frutos do sistema de Franz Bardon já provaram o quão grande mestre que ele foi.

8. Qual é a sua opinião sobre a descoberta de Emil Stejnar sobre os espíritos de Bardon e os erros que podemos encontrar em seu trabalho?

Foi uma “descoberta” apenas a aqueles que não estavam no círculo de Bardon, mas era muito bem conhecido por seus estudantes diretos que ele usou uma cifra para comunicar os nomes dos espíritos aos não-iniciados quando ele estava falando ou dando aulas. Sobre os “erros” nos trabalhos de Bardon, há dois lados nessa história. De um lado, o próprio Franz Bardon nunca
escreveu nenhum de seus livros. Ele dava aulas ou ditava certas coisas, e a Sra. Votavova as unia do melhor modo que podia. Portanto, alguns erros de soletração ou pedaços de informação em lugares errados são, provavelmente, culpa dela. Sobre as outras coisas, precisamos apenas olhar o que sabemos. Sabemos que Franz Bardon era um adepto. Sabemos que aqueles que seguiram seus escritos corretamente também se tornaram iniciados e adeptos. Aí vêm um ponto em que tentar criticar ou achar erros sobre o que Franz Bardon ensinou ou disse é apenas fútil. Claramente, o que ele fez, funcionou. Desse modo, pessoas têm um mau hábito de comparar informação mais nova a informação mais antiga, e acreditam automaticamente que a informação mais antiga é a correta. Portanto, algumas pessoas encontraram similaridades entre certas coisas que Bardon ensinou e certas coisas que podem ser encontradas em velhos livros ou grimórios, e acreditam que se existe um conflito entre os dois, então o livro mais velho deve ser correto. Isso provavelmente não é o caso.

9. A evocação de espíritos sem treinamento adequado, Magia do Caos, Psiônica, Xamanismo e sistemas de magia criados individualmente são tendências novas e populares no campo contemporâneo de estudos mágicos. O que vocês pessoalmente pensam disso?

Nós éramos bastante abertos à ideia de pessoas praticarem esses sistemas quando éramos mais novos. Mas, na medida em que o tempo passava, não fomos capazes de encontrar nenhum adepto produzido por Magia do Caos e Psiônica, e nenhum do Xamanismo new-age. De vez em quando uma pessoa surge com uma habilidade psíquica ou duas, mas isso parece ser tudo. Portanto, se uma árvore deve ser conhecida pelos seus frutos, os frutos produzidos por esses sistemas até agora são muito poucos. Magia é uma ciência. Se você não segue a ciência, não funcionará pra você.

10. Estamos chegando ao fim desta entrevista. Como dois magos avançados, podem dar dicas e conselhos aos praticantes de CVA? Vocês podem dar listas de leituras recomendadas sobre Yoga e Magia?

O melhor conselho que podemos dar é que mantenham-se praticando. Sejam consistentes, e sejam fortes. Magia não é para todas as pessoas. Não é para filhotes, ou gatinhos, ou pandas. É para Leões. Portanto, sejam fortes, sejam corajosos, sejam aventureiros, e, acima de tudo, sejam dedicados. Os resultados virão, e vocês farão progresso.

Sobre livros, é melhor que o mago aspirante no início de sua prática não se carregue com muito estudo ou leituras. Você ainda não está estabelecido o suficiente nas suas próprias experiências para saber o que é verdadeiro ou falso, ou ser capaz de perceber que duas coisas parecem se contradizer, mas na verdade não se contradizem. Você tem o único livro que precisa por agora: O Caminho do Verdadeiro Adepto. Quando você estiver mais avançado, pode começar a se preocupar sobre livros. Nos ashrams e Ordens da tradição, o estudante não era permitido, por três anos, a ler qualquer livro a não ser aquele que o seu professor tinha escrito. Depois de três anos de prática diária, ele era considerado sábio o suficiente para ler livros de outros professores e de outras tradições, e ainda permanecer concentrado em suas próprias práticas e em sua própria tradição.

Portanto, por agora, apenas se devotem a O Caminho do Verdadeiro Adepto e ganhem as suas experiências.

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