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SUICIDE GIRLS, A ARTE E A PORNOGRAFIA

Parece unânime a opinião de que, o que define arte erótica de pornografia, são suas finalidades da publicação; se provocam a participação do público pela excitação sexual ou se solicitam a participação apenas indireta deste público, nas palavras de Bjr, solicitar uma cumplicidade à distância. Seguindo então o caminho por entre as acaloradas discussões que o assunto incitou (e excitou), chegamos ao que possivelmente é o que há de mais próximo de uma fronteira entre a arte, o erotismo e pornografia: o site americano Suicide Girls.

O famoso sítio foi criado em Setembro de 2001 por Missy e Sean (sim, sem sobrenomes) como uma convergência underground onde o privilégio era a manutenção e o louvor ao punk-sexy. A proposta era simples: explorar belezas femininas fora dos padrões fashion, a beleza da geek, da nerd e da punk-rocker crivada de piercings e tatuagens (basicamente: todas aquelas meninas que na época da escola só colecionaram desgostos em suas auto-estimas).

Conseguiram fazer disso seu conceito editorial, transformaram-no em griffe – vendem de bottons a DVDs, passando por roupas de yoga da marca. Em final de 2003, consolidou-se como agência de modelos e revista eletrônica, abandonando o submundo, cujo formato sustenta uma saúde previsivelmente longeva.

Mas o que os colocam aqui neste debate são os usos e finalidades de seus, majoritariamente belíssimos, ensaios fotográficos.

O Suicide Girls coloca-se como a nova Playboy e, tal como sua mentora, direciona suas imagens à venda, convidando seus consumidores à usufruírem, a pouco mais de 45 dólares anuais, de suas garotas tanto como cúmplices artísticos quanto como pornófilos.

Essa dualidade de intenções distorce um pouco a questão do pornô como vulgaridade; aliás, seria toda pornografia vulgar? Seria o SG uma espécie de pornografia gentil? O que fica claro é que as intenções não são puramente artísticas, provocadoras do erotismo.

Quanto à coerência editorial-artística, trabalham com um grupo de fotógrafos representantes encontráveis em quase todo território planetário; todos devem explorar as tendências do rock’n roll desde o mais clássico às mais recentes modas emocore – a música entra aqui como principal filosofia e coerência artística.

Devem manter o mote gótico e dar boas vistas às body mods, amalgamando tudo à frescura do clean e a um colorido à la Barbie na velha e deliciosa provocação dominadoras-dominadas. Tudo numa releitura por este século XXI. É o que faz crescer espantosamente o número de assinantes e (o que chamam exército) de modelos. Também instigam aqui nossas discussões. As imagens abaixo são da galeria tour do site.


FONTE: OBVIOUS MAG

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