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BEDTIME STORIES (18+)


Foram oito meses até rolar algo sexual entre eu e F., ou seja, as expectativas foram muitas, mas quando aconteceu só posso sintetizar que foi tudo diferente do que imaginei e delicioso.

Vale a lição, na prática a teoria é diferente. No entanto, estes oito meses serviram para que nós nos conhecêssemos mais e mais. Tenho com ele uma empatia que talvez nunca tive com homem nenhum, não temos tabus, todo assunto é permitido e, principalmente, tudo pode ser experimentado. Depois do almoço, chamegando e conversando na cama, ficamos o maior tempo entre carinhos e beijinhos, regados aos mais ousados papos. Meio molinhos pela noite mal dormida, mas muito bem aproveitada. Nossas conversas até parecem querer ninar um ao outro, só que o conteúdo erótico é tamanho, que quando menos espero estou excitada.

Se existe uma linguagem que não precisa de tradutor, é a do corpo. Basta sentir e deixar rolar. Um olhar, uma respiração mais profunda, já é a deixa para que a mão que me toca os seios enquanto os dedos brincam com meus mamilos, desça vagarosamente para a minha calça, abra o zíper e se meta sem nenhum pudor dentro da minha calcinha buscando a umidade entre as minhas pernas. E é delicioso sentir o toque delicado me excitando e preenchendo.

E como mãos não nasceram para ficar inertes, as minhas passeiam pelo corpo dele, fincando minhas unhas em seus mamilos até eles ficarem tão sensíveis, que o simples toque da minha língua se torna uma deliciosa tortura.

Ouço-o murmurar: “Gostosa!” e aquilo me excita ainda mais. Percebo a excitação crescente, se existe um ponto G eu não sei, mas ele certamente achou meu ponto B. a ponto de me fazer gozar em espasmos.

Daqueles gozos que vem como uma forte descarga elétrica e mesmo depois do ápice continua a enviar pequenas sensações. Um gozo que cega, ensurdece, emudece… Por um instante só o que existe é aquela mão em mim e as sensações que tomam conta do meu corpo.

A respiração demora a se recompor, percebo o olhar dele embevecido a observar meu gozo. E enquanto me recomponho, sinto o corpo dele também crescer e estremecer de desejo.

Olhando em seus olhos busco a sua boca, um beijo molhado e intenso, enquanto minhas mãos vão descendo pelo seu corpo. Quero masturbá-lo, mas não da maneira mais comum.

Meu dedo médio busca o seu cu. E novamente desço a boca aos seus mamilos, continuando a manipulá-lo. Sinto a respiração dele ofegar, ele a masturbar-se com a mão no pau, eu masturbando-o com o dedo em seu cu, enquanto minha boca brinca com um mamilo e a outra mão brinca com o outro no mesmo ritmo com o dedo que o masturba. E quando o gozo dele veio, foi intenso, veio num grito, parecia dor, podia até ser dor, mas era prazer.

Por um instante pude sentir o cu dele piscar em volta da primeira falange do meu dedo médio, enquanto com a cabeça em seu peito ouvi o descompasso do coração e respiração.

Não lembro quanto tempo ficamos ali mudos, quietos, apenas juntinhos e observando um ao outro a sorrir meio bobo. E ele então cortou o silêncio e disse:
– Se eu te disser uma coisa jura que não vai me achar doido?
– Conta!
– Por um instante eu tive a sensação de você ter três mãos.

E caímos na gargalhada, ficando mais uma vez só quietinhos e aconchegados um no outro.

Fonte: A VIDA SECRETA

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