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A cultura do “H” (e porque tentáculos alienígenas e hemafroditas do espaço são lugar comum na pornografia japonesa)

O texto abaixo pertence ao site Xplastic. Resolvi postá-lo porque lembro bem da época do hentai de tentacle rape e o quanto o mesmo me excitou nas noites de tédio.

Quando me perguntam de que tipo de pornografia gosto, sempre cito hentai de tentacle rape e futanari.
São poucos os que não conhecem “Bible Black” e “La Blue Girl”, clássicos da literatura erótica grotesca nipônica. Enquanto o primeiro usa a magia negra dentro do contexto de uma escola secundária para incluir personagens que conseguem transformar seus clitóris em um pênis funcional, o segundo leva humor e um pouco de leveza ao gênero do estupro por uma besta intergalática cheia de tentáculos.


O sonho da mulher do pescador, obra de 1814

Quem conhece, mesmo que superficialmente, a pornografia japonesa sabe da preferência oriental pelo grotesco dentro do erótico (eroguro). A ampla publicação do gênero hentai seiyoku (desejos perversos) ganhou força no pós-guerra, mas imagens de polvos se aproveitando de mulheres, masturbação e interação entre homens já faziam parte da arte erótica tradicional, conhecida como Shunga.

Curiosamente, apesar destas publicações serem proibidas pelas autoridades do período Edo (séculos XV a XIX), quase todos os artistas de Ukiyo-e produziram alguma obra pornográfica, consideradas amuletos de boa sorte.


Futa no kawaii desu ne!

Altamente especializado (como quase tudo daquele lado do globo), a pornografia japonesa não se restringe a mídia impressa ou a animação. Presente também em videogames e RPG’s online, lolitas, transexuais, hermafroditas, inversão, enemas, sexo não consensual, BDSM, lactação e incesto são temas comuns e recorrentes. Uma das explicações para a popularidade do hentai de tentáculos é a censura à imagem do pênis. Com forte influência sobre o imaginário sexual na década de 1990, o uso de apêndices robóticos e tentáculos para a penetração se tornou menos comum nos últimos anos. Mesmo assim, fica como lembrança nostálgica para uma geração que recorria ao /b/ e ao /h/ para se educar sexualmente na era da internet discada.

Ah, e por que é que eu gosto de futa e tentacle rape?
Há algo de excitante na impossibilidade daquilo realmente existir e na incapacidade das personagens em resistir aos acontecimentos. Sem falar que, esteticamente, um milhão de tentáculos são bem mais interessantes do que uma dúzia de pênis.

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Um comentário em “A cultura do “H” (e porque tentáculos alienígenas e hemafroditas do espaço são lugar comum na pornografia japonesa)

  1. Yeah!!Se o assunto é hentai, realmente entendo do assunto, rsrsr!!! Não que me orgulhe disso, mas tanto faz. Os primeiros hentais que vi tinham tentáculos, me lembro de um clássico que eu assisti em video cassete, se chamava "inocência roubada",apesar do nome em português era legendado, na história um alienigena veio á terra e começou á capturar mulheres e estuprá-las pondo seus ovos nelas, nisso uma mulher tbm alienigena(e muito "bem desenhada") tbm vem á Terra pra impedir ele. Não curto tentáculos, naquela época eu via pq ninguém tinha internet, o jeito eram as revistas e fitas cassete, então não tinha muita opção. Meu gosto está em outros fetiches, como o neko(meninas com orelhas e cauda de gato) um pouco de siscon eoutros em geral, tipo quando a personagem é uma enfermeira, professora, etc… mas passo longe do eroguro e do lolicon. Me lembrei de uma coisa sobre o shunga, eram considerados amuletos de boa sorte mesmo e quando um casal se casava, ganhava uma pintura shunga como presente, acreditavam que aquilo traria uma vida sexual saudável. será que esse "la blue girl" é o "inocência roubada"?

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