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LÍBELO CONTRA A ÍDOLATRIA

Saudo-vos com o intuito de expor mordazmente a inércia espiritual na qual encontra-se uma demasiada massa humana. Nas linhas seguintes inexistirá melindres, despossuo qualquer intenção de adular-vos, pois tal ato se faz pertinente somente aos néscios sem brio ou puxa-sacos ignóbeis, ademais já devem estar cientes, se não conscientizá-los-ei, que os acalentos são deveres de vossa dileta família.

Santo é o uso da palavra para desvanecer o torpor milenar dos espíritos apoucados. O que hei de expor abaliza-se nas particulares impressões desta que tentará instigá-los cognitivamente ao raciocínio lógico sem vilipêndio ao plano etéreo.

Caros leitores, o tempo dos aedos findou-se, seus versos frustram-se e vossas vozes ululam diante da crua realidade, esqueçai-vos dos heroís do passado, estes jazem na terra como um dia vós igualmente ireis. Os impérios padeceram, os próceres prostituiram-se por valores irrisórios e as cabeças coroadas macularam o solo com o sangue ilibado dos iletrados servos. O feudalismo ruiu, ainda não perceberam? Saíam dos redutos, expoam vossas faces, pois a época da vindita é esta!

Pernosticamente, a idolatria é a mais pífia das truanices já criadas pela sandia mente humana. Como seres acéfalos planejaram meticulosamente o maior dos grilhões culturais – de forma global – sinceramente não imagino, tal conhecimento foi olvidado ao longo dos séculos em que tal desvairio perpetua-se. Conquanto contentar-me-ei em salientar as discrepâncias arraigadas nesse conluio de pitecantropos ignoros. Amiúde, a corja putrefa e pomposa de pérfidos santos que escondem-se nas suas paulificantes interpretações das ditas escrituras sagradas, rirão daquilo que julgarão ser “as mentiras de uma satanista”, outros benzer-se-ão para seguidamente praquejarem contra esta que vos fala. Estes pastores de almas precipites procazmente autointitularam-se defensores da moral e dos bons costumes, enquanto não passam de mercadores monopolistas de simonia indulgências, vendendo a salvação, a preços módicos, sem o menor pudor. Em seus cultos a exação dos “dizimos” representa a ilação da síncope espiritual na qual estarão mergulhando todos os que fanitizarem-se. Paradoxalmente ou comicamente – caso assim prefiram -, se o paraíso de milton ou o inferno dantesco realmente existirem, serão estes charlatanescos cerdos travestidos como sacerdotes – os ímpios clérigos que tratam a salvação como mercancia – os responsáveis pela ruína da já moribunda humanidade. E na orla de suas vestes se achará o sangue dos inocentes, visto que conduzem seus rebanhos, sem comiseração, ao precipicio, enganando-os e “aproveitando-se” da ingenuidade daqueles que preferem o reino dos céus na terra, olvidando-se dos valores espirituais de alta significação.

O Deus exposto nas escrituras é o pior dos demônios! Um pai amoroso guia sua prole e ensina-a, no entanto o Deus bíblico difere em de tal imagem: “Ele” entrega seus famélicos filhos a uma vida de infortúnios e pune-os quando estes erram, ao invés de mostrar-lhes o caminho correto, dando-lhes as mãos e acalentando-os – como nós fazemos com quem amamos -, e ainda assim o chamam de PAI… Como milhões de pessoas ainda não perceberam a esdrúxula caricatura – a qual veneram -, citada na Bíblia, não compreendo, somente posso afirmar que os alienadores realizaram um excelente trabalho – diga-se de passagem aniquilando todos os que ousassem rebelar-se contra está plutocracia religiosa.

Oh! Jactanciosos sacerdotes não podeis mais jogar-me no mesmo fogo onde um dia foi posta a fina casta dos possuidores de lestos neurônios.

“Quem tem boca vai à Roma”, não é o que dizem? Pois calem-se, os reproches não são mais permitidos, a época da censura foi aniquilada, agora as cabeças pensantes podem ser ouvidas e as ideias compartilhadas. Pobres clérigos absortos na quantia adquirida com os dízimos – pagos por seres amedrontados pela ígnea imagem do inferno e loucos pela prosperidade no plano terreno -, bobearam e a liberdade chegou, acanhada no início, confesso, todavia as ovelhas acabrunhadas aos poucos fogem dos pastores que pensaram em um dia sacrificá-las em nome de um deus que não existe. Não compreendam-me mal, não sou atea, acredito num Ser Maior, no entanto seria esperar demais que eu aceitasse a acepção de Deus como um ser egocêntrico e narcisista. Ora, Ele tem mais o que fazer do que solicitar o sacrifício de sua própria criação! Um ser evoluído não almejaria espórtulas! Poupem meus ouvidos – pois estes exauriram-se diante das lamúrias de meus irmãos -, cansei de abobrinhas.

Devo salientar que não espero apostasias, almejo apenas que – mesmo paulatinamente – conscientizem-se da insidia espiritual em que estão tolhidos.

Ouçais bem, o privilégio de verdes a ilibada face curva-se estende-se somente aos que abebaram com afinco da infindável fonte do conhecimento universal, então aos satanistas e/ou luciferanistas sérios, peço perdão, não é a vós que me dirijo. Mas aos que ainda não entenderam a grande verdade do êxtase do Ego. Não obstante vos admire devido vossa sede de conhecimento, não sou partidária de vossa casta, posto que vós buscais a verdade oculta e, no entanto, nada encontram senão um mundo oniricamento belo no qual embora acreditem estarem libertos continuarão cativos sobre a opressão de outro ser imaginário, apenas mais pomposo que o bicho-papão bíblico – assim como tantos outros mentecaptos, os mesmos que anojam-nos -, claro que há sempre exceções… Devo alertar que o reino da imaginação (sem direcionamento) se faz aceitável apenas às crianças… Cresçam e aprendam definitivamente que ADORAR a quem quer que seja, além de vós, não condiz com os preceitos pregados por vós.

Sou e sempre fui egoísta demais para dedicar-me à veneração de qualquer “ser celestial”, seja ele: Deus, Júpiter, Vishnu, Satanás, Zeus, Tiamat, Hécate, Lucifer, Prometeus, Alá, Krshnu ou Hades… Não obstante, seria hipocrisia de minha parte negar que converso com MEU PRÓPRIO IAVÉ, que nada mais é que a egrégora criada por mim – sustentada por anos no consciente coletivo – e, aconselho-me com este quando absorta em meus devaneios.

Ele existe… Não como a egrégora dominadora pregada pelas religiões escravocatas existentes… O TODO FAZ PARTE DE NÓS E NÓS SOMOS O TODO. Em cada infima unidade do todo existe a grandeza infinita do Macrocosmo.

Repito: ELE EXISTE. Está é a pedra fundamental na qual todas as mentiras estão sustentadas, vós somente tens a obrigação de separar o joio do trigo, portanto use o discernimento e peneire toda essa podridão que teimam em levar aos vossos olhos e ouvidos.

Aos truões digo: encontrai-vos no exato lugar onde o mundo vos quer: na beira do precipicio prestes a serem jogados no mesmo abismo onde, um dia, os espartanos lançaram as deformidades vindas de suas entranhas, como dejetos penúrios, nocivos e entojantes.

Chega de delongas, não é meu objetivo aniquilar vossas doces ilusões, e sim plantar nas cabeças pensantes uma semente de reflexão, pois somentes estas me interessam.

“A HUMANIDADE SÓ ESTARÁ LIVRE NO DIA EM QUE O ÚLTIMO REI MORRER ENFORCADO NAS TRIPAS DO ÚLTIMO PADRE”
Dennis Diderot

Atenciosamente,
Lizza Bathory.

Sobre a Autora:

LIZZA BATHORY

Lizza Bathory

Lady Godiva dos profanos, andarilha notívaga dos inquietos, perpetuadora da confusão na líbido dos incautos meninos.
elizabeth.bathory.ce@gmail.com
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