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Parte 2: Hexagrama – Pharzhuph, Lucifer Luciferax

Tiphareth (Beleza), a sexta sephirah, é o centro de equilíbrio da Árvore da Vida e está localizada no meio do pilar central. A experiência espiritual de Tiphareth é a visão da harmonia das coisas e o cubo é um de seus símbolos. O cubo possui 6 faces quadradas e 24 ângulos. O número místico de Tiphareth é 21, obtido a partir da somatória dos números 1, 2, 3, 4, 5 e 6 – Σ (1 – 6). O conhecimento e a conversação com o “Sagrado Anjo Guardião”, a realização da Grande Obra e a correta aplicação das fórmulas sexuais no trabalho mágicko são experiências relacionadas à Tiphareth.
Thagiriron, a qliphah do Sol Negro, é a esfera dos litigiadores, dos instigadores ardentes e seu arquidemônio é Belphegor. O indivíduo arrastado pela influência de Thagiriron pode se tornar uma pessoa egoísta, misantrópica ao extremo, excessivamente orgulhosa, hipócrita, insignificante e materialista. O indivíduo não percebe a harmonia das coisas e não entende a analogia dos contrários.

O sexto arcano maior do tarot de Thoth é O Hierofante, carta de número V, corresponde à sexta letra do alfabeto hebraico (Vau). No desenho do Hierofante podemos notar um hexagrama estilizado, porém incompleto: se ligarmos os pontos imaginários a imagem do hexagrama não poderá ser vista. Há dois pentagramas, o primeiro e maior está invertido, sua ponta inferior é maior que as demais e está sobre o rosto da mulher que está diante do Hierofante. A mulher representa Vênus e ela porta uma espada e um crescente lunar. O pentagrama menor é simétrico e está inscrito no pentágono interno do pentagrama maior que está invertido, em seu centro há uma criança que representa o novo Aeon de Hórus. Um dos principais arcanos velados pelo Hierofante é a união do Macrocosmo, representado pelo hexagrama, e do Microcosmo, representado pelos pentagramas.
A união entre o macrocosmo e o microcosmo nos remete ao número 11, resultado da soma do 5 (pentagrama) com o 6 (hexagrama). A décima primeira letra do alfabeto latino é a letra K, inicial da palavra kteis, que significa vagina em grego. Crowley adicionou a letra K à palavra “magick” para diferenciá-la da prática circense da prestidigitação, ao mesmo tempo em que incluiu uma referência tácita à união do macro e microcosmos e ao caráter sexual dos mistérios.
O número onze é visto com reprovação por diversos ocultistas tradicionais e por qabalistas mais ortodoxos. A explicação é que aquilo que sucede imediatamente o ciclo completo da criação universal, representado pelo número 10 em qabalah, é contrário à criação.
O hexagrama unicursal sugerido por Crowley é uma forma de representar a união dos princípios opostos em suas várias acepções e a “divinização” do Adepto num desenho de traço único. Basicamente é um símbolo que representa elevado grau de autoconhecimento e a união entre o Microcosmo e o Macrocosmo. É um dos símbolos principais do sistema proposto por Crowley. Trata-se de uma evolução natural de um símbolo do velho aeon (Selo de Salomão) para um símbolo mais completo em abrangência (Hexagrama Unicursal). É interessante observarmos que, segundo alguns ocultistas, estamos no 6° aeon.

Segundo Eliphas Levi, Paracelso e muitos outros ocultistas, o pentagrama e o hexagrama são os símbolos principais que podem fazer com que os espíritos se submetam ao magista. Nos livros tradicionais sobre Goetia lemos que o Selo de Salomão pode ser utilizado para compelir o espírito a se manifestar na forma humana e ser obediente ao Operador:

Tão importante quanto conhecer as atribuições e os diversos significados de um símbolo isoladamente é saber perceber e entender o que ele representa no contexto em que aparece. Não há necessariamente um símbolo mais correto ou mais adequado para uma operação, além daquele que o próprio operador entende como o mais eficaz. O estudo, a experimentação e a observação dos resultados conduzem ao entendimento necessário. Também não há nada de errado em utilizar símbolos considerados antigos ou ultrapassados.
A suástica, por exemplo, pode representar o sentido energético de um determinado centro de acordo com a orientação de seus braços ou pode ser um símbolo nazista. A cruz pode ser um símbolo do Homem em sua própria redenção através do sacrifício ou pode representar uma corrente opressora, misógina e contraproducente como o cristianismo, por exemplo. Uma cruz invertida pode simbolizar a sexta qliphah Thagiriron ou pode representar a revolta de um adolescente que não tem motivo algum para se rebelar…

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